Petróleo afunda mais de 3% com receios de nova vaga de Covid-19 na Europa

Cotação do barril de petróleo vai a caminho da quarta semana de quedas, negociando em mínimos de mês e meio. Os receios com a nova vaga da pandemia na Europa afundam os preços do petróleo.

Os preços do petróleo estão sob pressão esta sexta-feira, com o barril a desvalorizar mais de 3%, perante os receios do mercado com a nova vaga de casos de Covid-19 na Europa que ameaça a imposição de novas restrições e a recuperação da economia, enquanto as maiores economias também planeiam libertar reservas para travar a alta dos preços.

O Brent cai 3,42%, para 78,46 dólares por barril, o valor mais baixo desde o início de outubro. O crude WTI para entrega em dezembro está em baixa de 3,3%, a cotar em 76,40 dólares por barril.

Tanto o Brent – que serve de referência para as importações nacionais – como o WTI estão a caminho da quarta semana de quedas e isso poderá ter reflexos também no preço dos combustíveis ao consumidor na próxima semana (embora também dependa de outros fatores, como o fator cambial).

A explicar a queda do preço do “ouro negro” estão os receios dos investidores com o recrudescimento da pandemia na Europa. Se travar o andamento da economia, o consumo de petróleo cairá, pressionando o preço do barril pelo lado da procura.

Evolução do barril de Brent

A Alemanha, a maior economia europeia, já avisou que poderá ter de avançar para um novo confinamento por causa da subida das infeções, enquanto outros países também preparam medidas para combater a nova vaga de casos. A Áustria anunciou o regresso ao confinamento a partir de segunda-feira.

O alívio dos preços surge depois de o Brent ter valorizado quase 60% este ano, à medida que as economias foram reabrindo, reanimando a procura para níveis que os produtores tiveram problemas em responder. A OPEP e os seus aliados (a OPEP+) anunciaram um aumento gradual da produção para repor algum equilíbrio no mercado.

“O mercado do petróleo continua fundamentalmente numa boa posição, mas os confinamentos são agora um risco óbvio, se outros países seguirem o exemplo da Áustria”, disse Craig Erlam, analista da Oanda, numa nota partilhada com os jornalistas.

Do lado da oferta, há também uma notícia que está a colocar pressão no preço do barril: os governos de algumas das maiores economias do mundo estão a preparar-se para libertar petróleo das suas reservas estratégicas, na sequência de um pedido dos EUA para uma intervenção coordenada para aliviar os preços.

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