Da cibersegurança ao turismo, há 17 novos polos de inovação digital

Os Digital Innovation Hubs abrangem vários setores e "terão acesso a financiamento anual até um milhão de euros que poderá ser duplicado no caso de ser integrado na rede europeia", segundo o IAPMEI.

Portugal vai contar com 17 novos polos de inovação digital (DIH na sigla inglesa), que irão formar uma rede nacional e abranger os principais setores de atividade. Estes centros têm como objetivo a disseminação e adoção das tecnologias digitais por parte das empresas, em especial das PME.

“Aprovámos a constituição de 17 Digital Innovation Hubs que abrangem todos os setores relevantes para a atividade económica. É uma ferramenta poderosa que vai contar com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)“, disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, em Matosinhos.

Durante a apresentação dos resultados do concurso dos DIH, realizada esta terça-feira no CEiiA, Nuno Gonçalves, administrador da Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), adiantou que estes polos “terão acesso a um financiamento anual até um milhão de euros, que poderá ser duplicado no caso de ser integrado na rede europeia“.

Os polos de inovação digital terão acesso a um financiamento anual até um milhão de euros, que poderá ser duplicado no caso de ser integrado na rede europeia.

Nuno Gonçalves

Administrador do IAPMEI

Da cibersegurança ao turismo, passando pela área da saúde, os Polos de Inovação Digital são redes colaborativas que incluem centros de competências digitais específicas, com o objetivo de disseminação e adoção de tecnologias digitais avançadas por parte das empresas, através do desenvolvimento, teste e experimentação dessas tecnologias.

Estes são os 17 digital innovation hubs em Portugal: Produtech (indústria e manufatura), DIH4GlobalAutomative (mobilidade), Connect 5 (Telcos e TICE), InnovTurismo (turismo), Portugal Blue Digital Hub (economia do mar), Azores Digital Innovation Hub (regional), Smart Island Hub (regional), C-Hub (cibersegurança), PTCentroDIH (regional), Defence4Tech Hub (defesa), Digi4Fashion (moda e calçado), DIGITALbuilt (construção), ATTRACT DIH (IA e ciência de dados), AI4PA Portugal (administração pública), SFT -EDIH (agoalimentar), DIH4ClimateNeutrality (sustentabilidade urbana) e DigiHealthPT (saúde).

Nuno Gonçalves, administrador do IAPMEI, sublinhou que “os Digital Innovation Hubs serão verdadeiros propulsores da transformação digital das empresas”. E com eles pretende-se estimular a incorporação de inteligência artificial, cibersegurança e supercomputação na adaptação dos modelos de negócio do tecido empresarial.

O objetivo, até 2030, é que três em cada quatro empresas utilizem serviços de computação em nuvem e inteligência artificial.

Marta Lima Basto

Subdiretora da DGAE

Marta Lima Basto, subdiretora-Geral das Atividades Económicas (DGAE), esclareceu que “o objetivo, até 2030, é que três em cada quatro empresas utilizem serviços de computação em nuvem e inteligência artificial e que mais de 90% das PME consigam atingir o nível básico de intensidade digital”.

Esta manhã decorreu ainda no CEiiA a apresentação pública do programa das ZLT (Zonas Livres Tecnológicas). O ministro da Economia explicou que são “espaços geograficamente delimitados onde empresas e investigadores podem experimentar em condições reais a forma de testarem produtos e tecnologias que ainda estão em fase de experimentação”.

Segundo Siza Vieira, estas ZLT vão permitir posicionar Portugal como líder em Investigação e Desenvolvimento (I&D, atrair investimento estrangeiro, potenciar projetos de dimensão internacional, promover os recursos portugueses, estimular o ecossistema empreendedor, incentivar a cooperação e contribuir para a criação de conhecimento.

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