Mapa da cobertura de redes fixas e móveis recebe OK do Governo
O Governo aprovou em Conselho de Ministros o decreto-lei que cria o mapa da cobertura de redes de comunicações eletrónicas em Portugal. Instrumento vai permitir identificar zonas sem rede.
Três dias depois de receber o levantamento feito pela Anacom, o Governo aprovou esta quinta-feira o decreto-lei que “cria o mapa das redes de comunicações eletrónicas fixas e móveis”. A ferramenta vai ser usada para identificar as zonas do país onde não existe cobertura das operadoras, permitindo desenhar políticas públicas para colmatar essas falhas.
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Num comunicado divulgado no fim do Conselho de Ministros, o Executivo considera que este instrumento é “fundamental para o Estado ter capacidade de tomar decisões, sustentadas em informação técnica”. Com ele, o Governo espera definir em que zonas serão feitos os “investimentos alavancados em instrumentos de financiamento europeus”.
Além disso, o mapa das redes fixas e móveis em Portugal vai ser usado pelas “diferentes entidades públicas” nas “áreas geográficas e de política pública da sua competência”, refere o comunicado.
Este instrumento é ainda “essencial para permitir aos cidadãos, às empresas e ao próprio Estado conhecer não apenas a cobertura e a disponibilidade de conectividade em diferentes áreas na rede móvel, como também na rede fixa, com um grau de pormenor que seja útil para, entre outros, apoiar a escolha da empresa que lhes oferece redes e serviços de comunicações eletrónicas”, remata ainda o Executivo.
Simplificando, o mapa das redes vai permitir às pessoas, empresas e Estado saber se há rede num determinado local, e qual a operadora que oferece o melhor serviço ao nível de qualidade — seja para chamadas de voz, seja para o acesso à internet, por exemplo.
“No âmbito do Programa do XXII Governo Constitucional, a transição digital é reconhecida como essencial na estratégia de desenvolvimento e de coesão territorial do país, pelo que é crucial o desenvolvimento de instrumentos que permitam conhecer e tornar público o estado de desenvolvimento das infraestruturas”, frisa o Governo de António Costa.
Esta aprovação dá-se três dias depois de a Anacom ter entregado ao Governo o levantamento que foi obrigada a fazer em 45 dias. A informação foi partilhada com os jornalistas na terça-feira pelo presidente da Anacom, João Cadete de Matos. O responsável enalteceu que o mapa tem um grau de detalhe tal, que uma aldeia com poucas centenas de habitantes pode ter informação discriminada para quatro subdivisões.
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