Associação Comercial do Porto diz que restruturação da TAP é “péssima notícia”

  • Lusa
  • 22 Dezembro 2021

"A TAP vai-nos custar no mínimo 3,2 mil milhões de euros para prestar serviço a um só aeroporto”, lamenta Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto.

O presidente da Associação Comercial do Porto, Nuno Botelho, disse esta quarta-feira à Lusa que a aprovação do plano de reestruturação da TAP é uma “péssima notícia para os contribuintes portugueses”.

“É uma péssima notícia para os contribuintes portugueses, a TAP vai-nos custar no mínimo 3,2 mil milhões de euros para prestar serviço a um só aeroporto”, considerou.

Dizendo tratar-se de uma “lamentável” opção política que vai ser julgada a 30 de janeiro, aquando das eleições legislativas, Nuno Botelho referiu que o dinheiro alocado à TAP não vai ter retorno. “É dinheiro que os portugueses estão a desperdiçar”, entendeu.

Considerando que a TAP “não tem solução”, Nuno Botelho reforçou que a transportadora aérea vai ser mais pequena, vai ter menos aviões, funcionários e slots. Na sua opinião, o dinheiro canalizado para a TAP seria mais bem empregue na cultura, serviço nacional de saúde ou educação.

Crítico quanto ao “mau serviço” prestado pela transportadora aérea no Porto, o presidente da Associação Comercial afirmou que o mesmo é “cada vez mais uma irrelevância e uma inexistência”. A TAP, disse, o que faz é prestar serviço em Lisboa, por isso, “mais valia deixar os slots disponíveis nos outros aeroportos para outras companhias”.

Na terça-feira, a Comissão Europeia aprovou o plano de reestruturação da TAP e a ajuda estatal de 2.550 milhões de euros, impondo, porém, algumas condições, entre elas que a companhia aérea disponibilize até 18 slots por dia no aeroporto de Lisboa.

O plano “estabelece um pacote de medidas para racionalizar as operações da TAP e reduzir os custos”, nomeadamente a divisão de atividades entre, por um lado as da TAP Air Portugal e da Portugalia (que serão apoiadas e reestruturadas), e por outro a alienação de “ativos não essenciais” como filiais em atividades adjacentes de manutenção (no Brasil) e restauração e assistência em terra (que é prestada pela Groundforce)”.

Além disso, a TAP ficará “proibida de quaisquer aquisições” e reduzirá a sua frota “até ao final do plano de reestruturação, racionalizando a sua rede e ajustando-se às últimas previsões que estimam que a procura não irá aumentar antes de 2023 devido à pandemia”, ressalva a instituição.

O Governo entregou à Comissão Europeia, há um ano, o plano de reestruturação da TAP, tendo, entretanto, implementado medidas como a redução de trabalhadores.

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