Economia da UE reduziu 24% as emissões poluentes desde 2008

  • Joana Abrantes Gomes
  • 10 Janeiro 2022

A atividade económica na UE gerou 3,5 mil milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, uma redução de 24% face a 2008. A responsável pela maioria das emissões foi a indústria transformadora.

Em 2020, as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) geradas pelas atividades económicas na União Europeia (UE) diminuíram 9% face a 2019, tendo registado 3,5 mil milhões de toneladas de CO2 equivalente, segundo os dados publicados esta segunda-feira pelo Eurostat.

Olhando para trás e para o primeiro ano de pandemia de Covid-19, com as empresas e indústrias paradas, as ruas desertas e as pessoas fechadas em casa, é fácil compreender estes números. Sofreu a economia, beneficiou o ambiente.

No entanto, comparando os valores de 2020 com os dados de 2008, o Eurostat dá conta de uma redução ainda mais acentuada nas emissões: no espaço de 12 anos a União Europeia está a emitir hoje menos 24% menos gases poluentes.

Para fazer estas contas às emissões anuais, são consideradas 64 atividades produtivas poluentes, incluindo os agregados domésticos. Todas estas atividades são depois agregadas em apenas seis atividades económicas principais.

Destas, a indústria transformadora foi aquela que emitiu mais gases com efeito de estufa em 2020, num total de 740 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que representa 21% da totalidade de emissões no bloco comunitário.

Segue-se a energia — eletricidade, gás, vapor e ar condicionado — que gerou 719 milhões de toneladas CO2 equivalente também correspondente a uma fatia de 21% do total de emissões.

Já as atividades dos agregados familiares, entre transporte, aquecimento e outros, foram responsáveis por 693 milhões do total de toneladas de CO2 equivalente emitidos na UE em 2020, o que equivale a 20% das emissões.

Entre 2008 (o primeiro ano de referência disponível) e 2020, a maior diminuição relativa de emissões de gases com efeito de estufa verificou-se no fornecimento de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado (menos 41%), seguida da exploração mineira e pedreira (menos 38%) e da indústria transformadora (menos 27%).

O fornecimento de eletricidade, gás, vapor e ar condicionado registou também a maior diminuição absoluta de emissões poluentes, passando de 1,2 mil milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2008 para 719 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2020, o que corresponde a uma redução de 497 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 12 anos. A grande responsabilidade aqui deverá ser do desenvolvimento das energias renováveis na última década.

Já a indústria reduziu de mil milhões de toneladas CO2 equivalente para 740 milhões de toneladas, ou seja, em 2020 emitiu menos 276 milhões de toneladas de CO2 equivalente de face a 2008.

O setor doméstico teve a terceira maior redução absoluta, ao diminuir de 836 milhões de toneladas de CO2 equivalente para 693 milhões de toneladas de CO2 equivalente (menos 143 milhões de toneladas de CO2 equivalentes).

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