Costa diz que Bloco deve pedir desculpa “por ter rompido unidade de esquerda em 2020”

  • Lusa
  • 23 Janeiro 2022

António Costa considera que os bloquistas devem pedir desculpa por terem "rompido com a unidade de esquerda em 2020". "Não recebo lições da Catarina Martins", acrescentou.

O secretário-geral do PS afirmou este domingo que o Bloco de Esquerda deve pedir desculpa por ter rompido a unidade de esquerda e adiantou que, em matéria de diálogo político, não recebe lições da coordenadora bloquista, Catarina Martins.

António Costa falava aos jornalistas depois de uma ação de rua em Guimarães, depois de confrontado com a acusação de Catarina Martins de que o PS está a quebrar todas as pontes de diálogo entre os partidos de esquerda.

“Percebo que partidos que já em 2020 quiseram romper a unidade da esquerda precisem agora de arranjar um bode expiatório. Mas a única coisa que o Bloco de Esquerda tem a fazer é pedir desculpa por ter rompido com a unidade de esquerda em 2020”, respondeu o líder socialista, numa alusão à votação do Orçamento do Estado para 2021.

Um Orçamento que foi viabilizado pelos votos a favor do PS, as abstenções do PCP, PEV, PAN pelas duas deputadas não inscritas e que foi rejeitado pelo PSD, Bloco de Esquerda, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Chega.

Em 2020, segundo António Costa, “quando não havia ainda um único português vacinado, quando a pandemia estava mesmo no pico, o Bloco de Esquerda, em vez de se manter junto ao PS e ao PCP, rompeu e ficou sozinho a votar com a direita”. “Não recebo lições da Catarina Martins”, rematou.

Catarina Martins diz que “era bom que o PS mudasse de agulha”

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu este domingo que “era bom que o PS mudasse de agulha” porque a estratégia de “queimar pontes à esquerda” e pedir a maioria absoluta “acaba por abrir caminho à direita” nestas eleições.

A bloquista foi questionada pelos jornalistas sobre os resultados das sondagens. “Com todo o respeito pelo vosso trabalho, pelo trabalho de quem faz sondagens, na verdade quem escolhe é quem vai votar e o dado mais permanente tem sido tanta gente que ainda está indecisa. É, no entanto, claro que a estratégia do PS, de queimar pontes à esquerda, de exigir a maioria absoluta, na verdade acaba por abrir caminho à direita”, respondeu.

Para a líder do BE, “era bom que o PS mudasse de agulha”. “Em todo o caso, a garantia que eu deixo a toda a gente é que o Bloco de Esquerda como terceira força política será o garante de que vencemos a direita e de que no dia seguinte às eleições teremos um contrato para o Governo de Portugal que responda pela saúde, pelo trabalho, pelas pensões, pelas questões concretas da vida das pessoas que todos os dias, quando estamos na rua, vamos ouvindo e que não podem ser mais adiadas”, prometeu, uma mensagem que tem sido uma constante nas intervenções da líder do BE.

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