Investidores portugueses mais cuidadosos com reforma após impacto da pandemia

  • ECO
  • 25 Janeiro 2022

Pandemia levou a grande maioria dos investidores a ser mais cuidadosa com a poupança para garantir uma vida confortável na reforma, de acordo com um estudo da gestora de ativos Schroders

O impacto económico da pandemia de Covid-19 motivou os investidores em todo o mundo a darem maior atenção às poupanças para o período após a vida ativa. Portugal não foi exceção.

Mais de oito em cada dez investidores portugueses (83%, para ser mais exato) inquiridos no estudo Schroders Global Investor Study afirmam já ter começado a poupar mais para a sua reforma. É um resultado em linha com a média europeia (84%) e ligeiramente abaixo da Ásia (87%).

Por outro lado, a pandemia deixou a maioria dos investidores mais cautelosos em gastar as suas poupanças para a reforma: 76% dos investidores portugueses passaram a ter mais cuidado na sequência da crise económica provocada pela pandemia, sendo uma percentagem mais elevada do que na Europa (50%), Ásia (65%) e Américas (64%). Foram inquiridas mais de 23 mil pessoas com dinheiro investido em 32 locais em todo o mundo.

“A pandemia trouxe muitas incertezas, mas também suscitou uma interessante reflexão sobre poupanças a longo prazo. É encorajador que os portugueses estejam dispostos a poupar mais”, refere Carla Bergareche, diretora da Schroders para Portugal e Espanha.

Embora estejam cientes da necessidade de poupar para a reforma, os investidores portugueses sentem que estão a poupar menos do que deviam para ter uma vida confortável após o período ativo: estão a poupar 11,73% dos seus rendimentos atuais, embora admitam que precisam de poupar 12,32%, aponta o mesmo estudo.

Ao contrário, na maioria das outras regiões, os investidores estão a poupar acima das suas necessidades: guardam 14,19% dos rendimentos, quando acreditam que poderiam poupar apenas 12,78% para ter uma proteção financeira segura na velhice.

Ainda de acordo com o estudo da Schroders, quem mais poupa são os que possuem maiores conhecimentos financeiros. “É muito importante que este nível de conhecimento seja amplamente aumentado para que todos os cidadãos estejam mais conscientes das suas necessidades e do que precisam fazer para as satisfazer, por mais complexo que o cenário possa ser”, destaca Carla Bergareche.

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