“É desejável” cortar número de funcionários públicos, diz António Saraiva

  • ECO
  • 27 Janeiro 2022

Com as ferramentas hoje disponíveis, seria "possível e desejável" diminuir os recursos humanos da Administração Pública. Quem o diz é António Saraiva, presidente da CIP.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) considera que seria não apenas “possível” mas também “desejável” reduzir o número de trabalhadores na Administração Pública. Em entrevista ao Público e à Rádio Renascença, António Saraiva explica que esse corte faria parte de uma reforma da Administração Pública, de modo a torná-la mais eficiente.

“Estamos a falar da reforma da Administração Pública. Nestas duas legislaturas, entraram para a Administração Pública 60 mil pessoas. Por que não dotamos a Administração Pública de maior eficiência, por que não compensar, com os departamentos onde temos pessoas a mais, os que têm pessoas a menos? Há que fazer este balanceamento onde existem funcionários a mais e funcionários a menos. Chegaremos seguramente à conclusão que hoje, com as ferramentas digitais disponíveis, é possível e desejável diminuir a dimensão dos recursos humanos“, salienta o “patrão dos patrões”.

Saraiva vai apresentar esta semana aos partidos o caderno reivindicativo do Conselho Nacional das Confederações Patronais, no qual identifica três reformas essenciais: além da Função Pública, a Justiça e a fiscalidade. A nível dos impostos, por exemplo, os patrões pedem “um sinal de alívio e previsibilidade fiscal“. “Não pedimos milagres. Não pedimos redução do IRC de 21% para 17% numa legislatura. Pedimos uma sinalização, como a eliminação de uma das derramas, quer a estadual quer a municipal”, frisa o líder da CIP.

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