Grupo Ageas adota modelo híbrido. “É o que nos faz sentido agora e a longo-prazo”

A partir do final do mês, a companhia tenciona adotar um modelo híbrido, que deverá ser mantido a longo prazo. As novas sedes do grupo, em Lisboa e no Porto, implicaram um investimento de 100 milhões.

Com 17.400 metros quadrados, distribuído por 12 pisos, o novo edifício do Grupo Ageas Portugal, em Lisboa, abriu finalmente portas. Depois das obras, a nova sede, totalmente pensada para se adequar aos novos modelos de trabalho, está já a receber os colaboradores. Até final do mês, as idas ao escritório são totalmente voluntárias. A partir daí a companhia tenciona adotar um modelo híbrido, que deverá ser mantido a longo prazo. As novas sedes do Grupo, em Lisboa e no Porto, envolveram um investimento de 100 milhões de euros.

“Até março, vamos manter o regime de trabalho presencial voluntário. Ou seja, os colaboradores decidem voluntariamente em que dias vêm trabalhar aos escritórios, ou se trabalham 100% em casa. Neste momento, mantemos ainda a limitação da lotação do edifício a 50% e a obrigação de máscara (exceto no posto de trabalho)”, começa por explicar à Pessoas Eduardo Caria, responsável da área de pessoas & organização do Grupo Ageas Portugal.

“A partir do final de março, passamos a trabalhar de forma híbrida, com dois dias por semana de trabalho remoto e três dias no escritório, sendo que os colaboradores têm a possibilidade de escolher os dias de trabalho presencial”, detalha.

O projeto dos novos edifícios teve precisamente como um dos seus pilares o trabalho flexível, incluindo a adoção do modelo híbrido indicado pelo responsável. “É o que nos faz sentido agora e a longo prazo, mas estamos sempre atentos ao que vai surgindo. Não vamos exigir aos colaboradores que venham trabalhar todos os dias para o edifício, pois o regime híbrido é o melhor para todos, permitindo uma melhor conjugação entre vida profissional e pessoal”, defende.

Não vamos exigir aos colaboradores que venham trabalhar todos os dias para o edifício, pois o regime híbrido é o melhor para todos, permitindo uma melhor conjugação entre vida profissional e pessoal.

Eduardo Caria

Responsável da área de pessoas & organização do Grupo Ageas Portugal

O edifício Ageas Tejo, em Lisboa, não foi desenhado com esse propósito, mas sim com o objetivo de proporcionar as condições necessárias para um dia de trabalho confortável, colaborativo e dinâmico.

Flexwork e free sitting

O novo edifício traz assim algumas mudanças. Em primeiro lugar, o modelo flexwork, que permite que cada pessoa exerça as suas funções laborais sem estar fisicamente presente no escritório, com flexibilidade de horário e num modelo de trabalho híbrido.

Em segundo lugar, e complementando este regime, o modelo free sitting, que implica que cada colaborador escolha o espaço onde pretende trabalhar durante os diferentes períodos do dia, de acordo com as suas necessidades.

“Quisemos, sobretudo, que os colaboradores se sentissem bem neste espaço de trabalho, que tivessem eles próprios vontade de vir trabalhar para o edifício por saberem que encontram um espaço com um ambiente inspirador, flexível, inovador, harmonioso e adaptado às suas necessidades. Estes fatores vão, certamente, fomentar a felicidade no trabalho”, acredita o gestor de pessoas.

Constituído por 12 pisos — dois dos quais estão disponíveis para entidades externas — cada andar conta com diversas tipologias de trabalho e outros elementos que visam promover a colaboração, a produtividade, a criatividade e o bem-estar das equipas ao longo do seu dia de trabalho.

A área lounge, por exemplo, inclui um piano acústico, enquanto o último piso do edifício conta com um rooftop com vista para o Tejo. Há ainda um espaço dedicado à Business Academy da empresa, cuja missão é promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos profissionais.

O espaço food court, por sua vez, dividido em três zonas self-service, restaurante e cafetaria, será explorado em parceria com a Associação Crescer e Associação VilaComVida (Café Joyeux), duas organizações sociais que trabalham na questão da inclusão social no setor alimentar.

“Temos também um espaço dedicado à saúde e bem-estar dos colaboradores do Grupo Ageas Portugal, que contempla três gabinetes médicos, destinados a consultas médicas de medicina no trabalho, medicina curativa e prestação de serviços de saúde e bem-estar (fisioterapia, osteopatia, entre outros)”, acrescenta Eduardo Caria.

Questionado sobre o valor de investimento que esta obra implicou, o responsável diz que a construção das duas novas sedes, de Lisboa e Porto, foi de 100 milhões de euros.

 

Nota de correção: O valor de investimento de 600 milhões anteriormente divulgado foi fornecido incorretamente pelo Grupo Ageas Portugal. O valor do investimento correto é 100 milhões de euros.

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