Espanha quer atrair produção de chips e semicondutores

O Governo espanhol vai avançar com um novo projeto estratégico que visa incentivar a produção de chips e semicondutores. Projeto contará com uma dotação de 11 mil milhões de euros.

O primeiro-ministro espanhol anunciou um novo projeto estratégico para a recuperação e transformação económica, que visa fomentar a produção de chips e semicondutores e conta com uma dotação de 11 mil milhões de euros de investimento público, noticia o Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Segundo explicou Pedro Sánchez, o objetivo é colocar Espanha no pelotão da frente do progresso industrial sem esquecer o contexto da transformação digital. “O nosso país não vai perder a corrida tecnológica, antes pelo contrário“, sinalizou Esta medida deverá ser aprovada nas próximas semanas em Conselho de Ministros e está em linha com o objetivo delineado pela Comissão Europeia, que traçou como meta ter 20% da quota de mercado global de produção de chips até 2030, o que pressupõe quadruplicar os esforços, já que a fasquia ronda os 9%.

Os semicondutores são um elemento básico de todos os setores e adquirem importância geoestratégica global em um contexto de transformação digital”, sinalizou o Chefe de Governo espanhol, na segunda edição do fórum Wake Up Spain!, citado pelo Cinco Dias, não adiantando mais detalhes. Este projeto contará com uma dotação de 11 mil milhões de euros, financiada através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contudo, não é certo se virá através de empréstimos ou subvenções (fundo perdido).

Fontes da indústria ouvidas pelo Cinco Días aplaudem a medida e asseguram que, tendo em conta o volume de investimento se esteja “a falar do objetivo de Espanha produzir chips de 25-30 nanómetros que serão utilizados para a produção de automóveis, eletrodomésticos e produtos da economia de consumo”.

Recorde-se que a escassez de chips durante a pandemia levou à paralisação de várias linhas de montagem, nomeadamente da e, consequentemente, da produção de centenas de milhares de carros em todo o mundo. Em Portugal, por exemplo, a Autoeuropa teve que reduzir a produção do do T-Roc.

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