“Timing perfeito” para Galp vender operações em Angola, diz Caixabank/BPI

Galp estuda possibilidade de vender operações de extração em Angola. Analistas do Caixabank/BPI dizem que timing é "perfeito" para rentabilizar ativos tendo em conta alta do preço do petróleo.

A Galp GALP 0,00% está a avaliar a possibilidade de vender as suas operações de extração de petróleo em Angola. “Seria uma movimentação positiva”, consideram os analistas do Caixabank/BPI, admitindo que “o timing parece perfeito” para rentabilizar os ativos angolanos, tendo em conta o elevado preço do petróleo.

“Na nossa opinião, a venda dos ativos upstream em Angola seria uma movimentação positiva. Angola não é um ativo core no portefólio upstream da Galp e o timing parece perfeito para monetizar aqueles ativos no atual contexto de preços do petróleo elevados”, defende o banco de investimento.

Segundo adiantam, as receitas com um potencial negócio “poderiam ser destinadas aos projetos de baixo carbono e/ou um dividendo especial ou recompra de ações”.

A Bloomberg adiantou na semana passada que a petrolífera portuguesa está a trabalhar com um consultor financeiro para averiguar o interesse do mercado pelos seus ativos no mercado angolano.

Angola conta para cerca de 10% do total de produção de Oil & Gas da Galp (dados de 2021), de acordo com o Caixabank/BPI.

“Na nossa avaliação, Angola representa 6% do nosso preço alvo ou cerca de 700 milhões de euros, sobretudo associado ao Bloco 32 (Projeto Kaombo, fatia de 5%). Os restantes ativos são o Bloco 14 (9%) e 14 (4,5%), que já estão no seu estado de declínio natural”, explicam.

Com uma avaliação de mercado de cerca de nove mil milhões de euros, a Galp tem como maior acionista a Amorim Energia, com 33,34%. Esta empresa é detida pela família Amorim (55%) e pela petrolífera estatal angolana Sonangol (45%). A Parpública detém 7,48% da petrolífera portuguesa.

As ações da Galp acumulam um ganho de 35% desde o início do ano.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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