Lucros do BCP crescem 95% para 112,9 milhões no primeiro trimestre

O BCP fechou os primeiros três meses do ano com lucros de 112,9 milhões. Resultado foi condicionado por encargos associados à carteira de créditos em francos suíços concedidos pela subsidiária polaca.

O BCP registou um lucro de 112,9 milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 95,2% face ao mesmo período do ano passado.

O resultado foi influenciado por encargos de 123,3 milhões de euros associados à carteira de créditos em francos suíços concedidos pela subsidiária na Polónia. Excluindo os encargos referidos, o resultado líquido do Grupo ascenderia a 174,6 milhões de euros, indica o banco em comunicado.

A margem financeira cresceu 24,1% para 465,1 milhões de euros nos primeiros três meses do ano e as comissões 12,7% para 192,8 milhões de euros. O produto bancário cresceu 21,2% para 700,7 milhões.

Os custos operacionais do BCP ficaram praticamente inalterados nos 255 milhões, com o rácio de eficiência a melhorar dos 43,6% para os 36,4%.

As imparidades de crédito caíram 19% para 89,9 milhões, mas as outras imparidades e provisões aumentaram 24,6% para 164,1 milhões de euros, devido sobretudo ao negócio na Polónia.

O crédito à habitação em francos suíços baixou de 16,6% para 10,7% no espaço de um ano, mas as provisões acumuladas para riscos legais totalizam 741,5 milhões de euros no final de março ou 30,3% da carteira. Questionado durante a conferência sobre o impacto total esperado destes empréstimos nos resultados, Miguel Maya afirmou que não era possível quantificar, porque se trata de um risco “político-jurídico”.

O rácio de capital CET1 fully implemented baixou ligeiramente dos 12,2% para 11,5%. O rácio total ficou inalterado nos 15,5%. O banco aguarda autorização da EBA para a aplicação de um artigo que exclui dos requisitos de capital as posições cambiais estruturais detidas para cobertura dos rácios de capital. Se tiver luz verde o rácio total subirá para 16,2% e o CET1 para 12,%.

“Esta evolução reflete o desempenho favorável verificado quer na atividade em Portugal, quer na atividade internacional, com a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) do grupo a atingir 8,2% no primeiro trimestre de 2022”, assinala o BCP. O plano estratégico do banco prevê chegar a um ROE de 10%.

Na atividade em Portugal, o resultado líquido apresentou um crescimento de 29% face aos 83,4 milhões de euros alcançados no primeiro trimestre do ano anterior, totalizando 107,6 milhões de euros nos primeiros três meses de 2022. Moçambique também deu um contributo positivo de 24,3 milhões para os lucros do período.

O crédito a clientes cresceu 4,7% para 58,5 mil milhões, com o rácio de crédito malparado (non performing exposures) a baixar para os 4,6%. O custo do risco baixou significativamente de 80 para 62 pontos base.

Os recursos de clientes de balanço aumentaram 9,9% para 73,5 mil milhões. O rácio de cobertura de liquidez aumentou para 283%.

(notícia atualizada às 19h10)

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