Portugal tem a terceira maior queda das falências da UE no primeiro trimestre

Entre janeiro e março deste ano, houve menos declarações de falência na UE, face ao período homólogo. Portugal registou a 3.ª maior quebra entre os Estados-membros, com as falências a encolherem 18%.

O número de empresas forçadas a iniciar um processo de insolvência na União Europeia (UE) recuou 0,8% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2020, revelam os dados publicados esta terça-feira pelo Eurostat. Portugal registou a terceira maior quebra entre os Estados-membros, com o número de falências a encolher 18%, sendo apenas ultrapassado pela Roménia e pela Letónia.

Segundo o gabinete de estatísticas europeu, entre janeiro e março as declarações de falência também encolheram face ao período pré-pandémico, tendo registado uma quebra de 23%. Neste âmbito, as insolvências diminuíram em todos os setores de atividade, com exceção do alojamento e da restauração, que registaram aumentos de 11% face ao primeiro trimestre de 2019, no conjunto da UE.

Entre os Estados-membros, a Roménia foi o país onde os processos de insolvência mais encolheram, tendo registado uma queda de 27,5%. O país é seguido pela Letónia (queda de 23,5%), Portugal (-18%) e pela Eslováquia (-10%). Importa, no entanto, sublinha que fora da UE, mas dentro da Zona Europa, a Islândia viu o número de falências cair 19% nos primeiros três meses deste ano.

Em contraciclo, a Estónia foi o país europeu a registar o maior aumento de falências, tendo registado um aumento de 50,6%, seguida pela Lituânia (+38,5%), por França (+17,6%) e pela Bélgica (+12,8%).

Ao mesmo tempo, também o registo de novas empresas diminuiu em todo o bloco comunitário, tendo registado uma quebra de 2,3% no primeiro trimestre de 2022 face a igual período de 2021, mas aumentou 1% face ao mesmo período de 2019.

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