Leão e mais dois candidatos mantêm-se na corrida à liderança do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Holandês desiste

Candidato dos Países Baixos à liderança do Mecanismo Europeu de Estabilidade abandona corrida. Resta João Leão, Pierre Gramegna do Luxemburgo e Marco Buti de Itália.

Os Países Baixos retiraram o seu candidato, o antigo secretário de Estado das Finanças Menno Snel, da corrida à liderança do Mecanismo Europeu de Estabilidade, avançou esta segunda-feira o Eurogrupo.

Após duas rondas de votações, os candidatos a diretor executivo do mecanismo europeu passam a três: o ex-ministro das Finanças João Leão, o ex-ministro das Finanças do Luxemburgo Pierre Gramegna, e do lado da Itália, Marco Buti, antigo diretor-geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia.

Pascal Donohoe, líder do Eurogrupo, confirmou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, a desistência do holandês, sendo que os restantes candidatos continuam a concorrer à substituição de Klaus Regling, o único diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em ingês) desde a sua criação em 2012, e que abandona o cargo outubro.

O processo de seleção do diretor executivo é feito através de voto secreto dos ministros, sendo que o presidente do Eurogrupo divulga depois o nome do candidato com menos votos. Na primeira ronda de votações, Menno Snel retirou-se após ser o candidato menos votado, mas o mesmo não aconteceu com o italiano Marco Buti após ser o menos votado da segunda ronda.

Para ser nomeado, o candidato precisa de reunir o apoio de 80% do eleitorado, sendo que os votos têm em conta o peso da participação de capital de um dado país no ESM, pelo que a França e a Alemanha têm direito de veto. A Itália controla pouco menos de 18%, correndo o risco de ser derrotada caso a maioria dos países da Zona Euro apoiem um candidato, mas também pode formar uma minoria com o poder de impedir a vitória de um dos candidatos através de uma aliança.

Ao que o ECO apurou, Leão terá a apoio de França e Espanha, mas o luxemburguês consegue o apoio alemão.

O presidente do Eurogrupo colocou em pausa a votação para a escolha do novo diretor executivo do mecanismo europeu, e irá realizar nova consulta antes de 16 de junho, data da próxima reunião do ESM, na qual será eleito um vencedor.

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