Novobanco lucra 62 milhões com venda de imóveis logísticos

Banco vendeu uma carteira de imóveis de logística em Portugal por mais de 200 milhões de euros. Operação vai ter um impacto positivo de 62 milhões nos resultados deste ano.

O Novobanco vendeu um portefólio de ativos de logística em Portugal por 208 milhões de euros e diz que o negócio vai ter um impacto positivo de 62 milhões de euros nas contas deste ano, assim como uma melhoria de 35 pontos base no rácio de capital.

Sem dar valores sobre o negócio, o banco revelou na segunda-feira um acordo para a venda de um portefólio imobiliário de ativos de logística, detidos pelos fundos imobiliários NB Património e NB Logística, ambos geridos pela GNB Real Estate, e onde a instituição detinha, em média, uma participação de cerca de 75%.

Esta sexta-feira, a instituição fez nova clarificação ao mercado, informando o preço da venda após um processo competitivo e o impacto que terá nas contas caso a transação seja concretizada. Não indica quem é o comprador.

No comunicado anterior, o banco falava em sucesso da operação, a qual “reflete o momento positivo do mercado deste segmento imobiliário, com uma redução significativa da yield nos últimos 12 meses e consequente aumento do preço, dado o aumento da procura por ativos logísticos pós pandemia”.

Este negócio vai dar um impulso ainda maior aos lucros do Novobanco, que duplicaram no primeiro trimestre do ano para 142,7 milhões de euros.

Desde que foi vendido ao fundo Lone Star que o banco tem estado em profunda reestruturação e a fazer vendas de carteiras de ativos problemáticos e considerados não essenciais. Muitas destas operações geraram perdas milionárias para o banco, obrigando o Fundo de Resolução a injetar dinheiro (mais de 3.000 milhões de euros) na instituição para compensar os prejuízos e repor o equilíbrio de capital.

O lado comprador foi assessorado pela sociedade de advogados PLMJ. A equipa foi liderada por Sofia Gomes da Costa, sócia da área de Imobiliário, e incluiu ainda Fernando Costal Carinhas, Sofia Coutinho e Sérgio Teixeira. Da área de Corporate M&A, contou com o apoio de Guilherme Galante e, de Urbanismo, com a sócia Andreia Candeias Mousinho e a advogada Ana Nunes da Silva.

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