Alfândega da Fé investe 1,5 milhões de euros na zona industrial para atrair mais empresas

  • Lusa e ECO
  • 28 Junho 2022

Alfândega da Fé investe 1,5 milhões de euros na zona industrial para atrair novos investimentos e expandir negócios, como o dos frutos secos, uma das principais indústrias do concelho transmontano.

A Câmara Municipal de Alfândega da Fé vai investir investir 1,5 milhões de euros em trabalhos de ampliação e requalificação da zona industrial com o objetivo de atrair novos investimentos e expandir negócios. Entretanto, a autarquia já assinou o auto de consignação que, dentro de um ano, vai oferecer melhores condições de acesso e criar “22 ou 23 novos lotes”.

O investimento de 1,5 milhões de euros é financiado pelo programa Operacional Norte 2020, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento regional (FEDER), e vai servir para “requalificar a zona industrial existente, nomeadamente uma primeira ampliação feita há uns anos, mas que não ficou concluída por falta de infraestruturas”, referiu o presidente da Câmara Municipal da Alfândega da Fé, Eduardo Tavares.

“Vai permitir darmos melhores condições a alguns empresários do nosso concelho e a outros que se queiram instalar. Alfândega ficará com uma capacidade que supera os 50 lotes”, resumiu Eduardo Tavares. “Através da intervenção a efetuar, vai ser possível expandir as infraestruturas existentes e melhorar as acessibilidades, para desta forma, converter a zona industrial de Alfândega da Fé num espaço atrativo para a instalação de novas empresas e captação de investimentos. Além de ser mais competitivo para o setor empresarial local”, lê-se no site da autarquia.

A obra será feita por duas fases, com o prazo de um ano, e vai permitir instalar as infraestruturas necessárias em dez lotes, alguns já entregues, e criar mais 13 lotes, segundo o autarca.

Na zona industrial deste concelho do distrito de Bragança estão instaladas pequenas empresas, oficinas, empresas de transformação, agroindustriais e ligadas aos frutos secos.

Um dos propósitos do município é criar condições para investimentos complementares às atividades desta área, que permitam “uma ampliação e fortalecimento deste setor com empresas já instaladas e que precisam de aumentar a sua área”, nomeadamente na produção de amêndoa. “E, claro, também diversificar um pouco a oferta com outras atividades no nosso concelho, atrair também novas indústrias. Há alguns pedidos, algumas vontades, alguns contactos feitos e é essa a nossa expectativa”, indicou o edil.

A dinamização do setor empresarial e da economia local é uma das prioridades do executivo. Nesse sentido, a autarquia “tem vindo a trabalhar e a desenvolver ações para incentivar o surgimento de novos negócios, fomentar a criação de emprego” assim como atrair investimento e capital humano. Criou, por isso, incentivos à instalação de empresas na zona industrial, como é o caso da redução ou isenção de taxas municipais de licenciamento e a baixa do preço de venda de lotes, que pode atingir os 100% caso sejam criados 20 ou mais postos de trabalho fixos.

Segundo Eduardo Tavares, “Alfândega da Fé é, desde há muito tempo, o concelho que tem uma das mais importantes indústrias neste setor, a empresa Amendouro, que captou também há uns anos uma empresa espanhola nesta área”.

Por se tratar de “um setor que tem sido reabilitado em termos de produção, tem havido uma grande reconversão das áreas no concelho e na região, as produções têm vindo a aumentar nos últimos anos e há efetivamente aqui uma necessidade de, não só aumentar a capacidade instalada destas empresas, mas também oferecer outros serviços complementares, como o descasque e a secagem da amêndoa”.

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