Governo vai organizar feira de emprego em Cabo Verde para atrair mão-de-obra para Portugal

Feira de emprego em Cabo Verde servirá para recrutar trabalhadores e assegurar que condições de trabalho oferecidas são dignas, sinalizou Ana Mendes Godinho.

Portugal vai organizar uma feira de emprego em Cabo Verde tendo em vista o recrutamento de trabalhadores, anunciou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esta quarta-feira. Mais concretamente, o objetivo é agilizar a mobilidade de trabalhadores, bem como assegurar condições de trabalho adequadas.

“Portugal está já a operacionalizar acordos de mobilidade e pela primeira vez Portugal vai fazer uma feira de emprego em Cabo Verde para, de uma forma organizada, regulada e enquadrada, as empresas e organizações estarem em Cabo Verde a fazer recrutamento de trabalhadores”, adiantou Ana Mendes Godinho, após a reunião da Concertação Social onde se discutiram acordos de mobilidade de trabalhadores.

Em declarações transmitidas pela RTP3, Ana Mendes Godinho destacou também a necessidade de “simplificar processos e garantir que as pessoas vêm em condições de trabalho digno e que valorizamos o trabalho em Portugal”, apontando desta forma que a ida à feira “serve também para garantir que as condições de trabalho que são oferecidas e propostas cumprem as preocupações”. “Somos um país de acolhimento que tem de acolher as pessoas de forma digna”, reiterou.

Questionada sobre a organização destes eventos e acordos com outros Estados, a ministra adiantou que “há muitos países interessados”, indicando, ainda assim, que a prioridade de Portugal são os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Neste momento, temos vários países da CPLP que já incorporaram nos sistemas nacionais o acordo: Cabo Verde, São Tomé, Brasil e Angola já fazem parte do movimento de facilidade de circulação de trabalhadores que é crítico e um valor da CPLP”, acrescentou a ministra.

Assim, esta feira vem responder às queixas das confederações patronais de falta de mão-de-obra. À saída da reunião da Concertação Social, Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), salientou que esta “é uma necessidade grande, não só do turismo mas de todo o país”, que está praticamente em situação de “pleno emprego”.

O responsável aponta que um dos assuntos que foi falado foi o problema da língua, que atrasa a integração de novos trabalhadores, questão que não se põe, por exemplo, com trabalhadores oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Calheiros pediu também mais agilidade e rapidez e menos burocracia, recordando que “o anterior Governo apresentou em outubro o projeto para a facilidade de acordos com PALOP e Índia” e já passou quase um ano.

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