Uber dispara 13% após anunciar prejuízos no segundo trimestre

  • Joana Abrantes Gomes
  • 2 Agosto 2022

Wall Street está em queda pelo segundo dia consecutivo devido às tensões entre EUA e China. Apesar de ter reportado prejuízos no segundo trimestre, a Uber regista ganhos acima de 13%.

Pelo segundo dia consecutivo, os principais índices da bolsa de Nova Iorque abriram em baixa, devido às preocupações de que uma visita da presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, a Taiwan possa agravar as tensões entre os EUA e a China.

Neste contexto, o índice de referência financeiro, S&P 500, está a recuar 0,35% para 4.104,21 pontos, enquanto o industrial Dow Jones cai 0,42% para 32.691,29 pontos. O tecnológico Nasdaq regista o pior desempenho, ao perder 0,61% para 12.293,44 pontos.

Em destaque na sessão desta terça-feira está a Uber, com ganhos de 13,7%, para 28,09 dólares por ação, apesar de ter reportado um prejuízo de 2,6 mil milhões de dólares (2,54 mil milhões de euros) no segundo trimestre. Contudo, as receitas da plataforma de aluguer de viaturas com motorista e de entrega de refeições ao domicílio atingiram 8,1 mil milhões de dólares, um número largamente acima das previsões do mercado.

“Continuamos a beneficiar de um aumento da procura de transporte e de objetos bem como da transição de um modelo de despesas em loja para um modelo de gastos em serviços”, declarou o líder da Uber, Dara Khosrowshahi, em comunicado.

As perdas no mercado de ações dos EUA resultam de um aumento da tensão, nas últimas horas, no Estreito de Taiwan como resultado da possível chegada à ilha, esta tarde, da líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, que está na Ásia em visita oficial por vários países.

A imprensa norte-americana avançou, na semana passada, a possibilidade de a viagem à Ásia de Pelosi passar por Taiwan, sendo que tanto representantes militares como civis chineses têm alertado para as possíveis consequências da visita da responsável norte-americana.

A China reivindica soberania sobre a ilha e considera Taiwan uma província rebelde desde que os nacionalistas do Kuomintang se retiraram para lá, em 1949, depois de perder a guerra civil contra os comunistas.

Taiwan, com quem os Estados Unidos não mantêm relações oficiais, é uma das principais fontes de conflito entre a China e os EUA, principalmente porque Washington é o principal fornecedor de armas de Taiwan e seria o seu maior aliado militar em caso de conflito com o gigante asiático.

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