Bolsa cai pela quarta sessão com EDP Renováveis a ceder 3%

Foi um dia não em Lisboa num dia sim nas praças europeias. PSI caiu pela quarta sessão seguida, com a EDP Renováveis a pressionar.

Em contramão com a generalidade das praças europeias, que beneficiaram dos bons dados económicos nos EUA, a bolsa de Lisboa caiu pela quarta sessão consecutiva com a EDP Renováveis a ceder mais de 3%.

O PSI, o principal índice português, perdeu 0,81% para 6.030,1 pontos esta quarta-feira, num dia em que os pares europeus acabaram por fechar em terreno positivo, apesar de todo o nervosismo com a visita da presidente da Câmara dos EUA Nancy Pelosi a Taiwan e as ameaças da China.

De acordo com os analistas do BCP, a motivar os investidores do Velho Continente estiveram os indicadores a apontarem para a forte atividade nos EUA. “As bolsas europeias revestiram-se de otimismo após a revelação de que a atividade nos serviços dos EUA acelerou inesperadamente o ritmo de expansão em julho”, adiantou a equipa de research do banco. “Já durante a manhã tinha sido revelado que na China também ocorreu um ganho de momentum e que na Zona Euro o abrandamento do ritmo de crescimento no setor tinha sido menor que o previsto”, acrescentou.

Neste cenário, o Stoxx 600 somou 0,50% para 438,23 pontos, acompanhado do alemão DAX, do francês CAC-40 e do italiano FTSE-Mib, que registaram ganhos em torno de 1%.

Por cá, à exceção da Galp, que somou 1,41%, os outros pesos pesados nacionais penalizaram a praça portuguesa. O pior desempenho pertenceu à EDP Renováveis, cujos títulos recuaram 3,27% para 24,86 euros. A casa-mãe EDP foi arrastada e cedeu mais de 1%.

EDP Renováveis cai mais de 3%

A retalhista Jerónimo Martins fechou em baixa de 1,15% para 22,34 euros e o BCP baixou 0,49% para 0,143 euros.

No mercado petrolífero, o petróleo cai quase 2%, com o Brent a desvalorizar para 98,49 dólares, o valor intradiário mais baixo desde 15 de julho. A OPEP+ anunciou que vai aumentar a produção de barris a partir de setembro, mas a um ritmo mais lento do que até agora.

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