Paris abre excepção para cinco centrais nucleares apesar de risco ambiental

Vaga de calor reduziu o caudal do Reno e o regulador nuclear francês autorizou cinco centrais nucleares a despejar água quente nos rios, sob risco de violar normas ambientais, até 11 de setembro.

O regulador francês para a energia nuclear (ASN – sigla francesa) autorizou temporariamente cinco centrais a despejar água quente em rios, correndo o risco de violar normas ambientais, avançou esta segunda-feira a Bloomberg (acesso condicionado).

Segundo documento no site da operadora elétrica RTE, as centrais nucleares de Bugey, Saint Alban, Tricastin, Blayais e Golfech poderão continuar em operação, ainda que os níveis de água emitida possam exceder os limites autorizados. A decisão surge após uma vaga de calor provocar constrangimentos no caudal dos rios, que de outra forma seriam usados para arrefecer as centrais em questão.

Em circunstâncias normais, a RTE deve reduzir, ou mesmo interromper, a produção de eletricidade proveniente de centrais nucleares quando a temperatura dos rios atinge uma determinada temperatura, de modo a não prejudicar o meio ambiente com a devolução da água usada no arrefecimento das centrais. Com a autorização temporária do regulador francês, esta limitação ficará suspensa nas centrais em questão até 11 de setembro.

Os níveis de água do Reno, um importante rio europeu usado para o comércio de mercadorias, estão perto do valor mínimo necessário para ditar o seu encerramento, à medida que temperaturas recorde deverão atingir esta semana a França, o Reino Unido, e a Alemanha.

Dado a sua localização e sistema de arrefecimento, as cinco centrais nucleares em questão estão mais suscetíveis a serem afetadas por limites ambientais, embora a autorização da ASN assegure agora um alívio aos preços recorde que têm assolado o mercado europeu de energia.

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