Bed Bath & Beyond afunda 35% após saída de grande investidor

Responsáveis do banco central fazem coro em relação à necessidade de continuar a subir as taxas de juro para controlar a inflação, afugentando investidores do risco em Wall Street.

Wall Street arrancou a última sessão da semana no vermelho, com os investidores a mostrarem-se avessos ao risco com as declarações dos responsáveis da Reserva Federal norte-americana (Fed) reforçando a necessidade de continuar a subir as taxas de juro para controlar a escalada da inflação.

O S&P 500 abriu a ceder 0,58% para 4.258,84 pontos. Os outros dois importantes índices de Nova Iorque também estão em queda, com o industrial Dow Jones a cair 0,49% e o tecnológico Nasdaq a perder 0,96%, respetivamente.

Um dos setores mais penalizados é o das tecnológicas, onde a Amazon e a Alphabet (dona do Google) cedem mais de 1% num dia em que as yields das obrigações norte-americanas estão em alta.

Já as ações da Bed Bath & Beyond estão em queda livre: afundam 35% para 11,92 dólares, depois de o investidor Ryan Cohen ter vendido a sua posição na retalhista aproveitando a valorização significativa do título no último mês.

O presidente da Fed de St. Louis, James Bullard, disse esta quinta-feira que estava mais inclinado a apoiar uma subida dos juros em 75 pontos base em setembro, enquanto a sua colega da Fed de San Francisco, Mary Daly, considerou que será “razoável” aumentar as taxas em 50 ou 75 pontos no próximo mês.

Por seu turno, a líder da Fed de Kansas City, Esther George, adiantou que ela e os seus colegas não vão manter o aperto monetário até estarem “completamente convencidos” de que a inflação está a descer para o objetivo do banco central.

Os investidores dão uma probabilidade igual de uma subida de 50 ou 75 pontos base em setembro. Este ano, o banco central liderado por Jerome Powell já aumentou as taxas em 225 pontos base para conter a escalada da inflação, que está em máximos de quatro décadas.

“Os mercados norte-americanos iniciam a última sessão da semana em território negativo, contagiados pelo sentimento que se vive nas congéneres europeias, (…) depois de alguns membros da FED reiterarem a necessidade de subida de taxas de juro no combate à inflação, com James Bullard, um dos membros mais hawkish do banco central, a defender uma subida de 75 pontos base na próxima reunião da reserva federal”, referem os analistas da sala de mercados do BCP.

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