Mota-Engil lucra 12 milhões com negócios e encomendas recorde

Construtora lidera por Gonçalo Moura Martins registou uma carteira de encomendas recorde, acima dos nove mil milhões de euros, com conquista de projetos no México e África. Lucro foi de 12 milhões.

A Mota-Engil EGL 0,65% fechou o primeiro semestre do ano com uma carteira de encomendas recorde, de 9,2 mil milhões de euros, o que representa uma forte subida de 22% em relação ao ano transato, refletindo a “adjudicação significativa” de vários projetos em mercados como México e África.

O grupo dá conta de um projeto de construção de uma estrada no México no valor de 295 milhões de euros e de várias obras no continente africano como Uganda (de construção de infraestruturas energéticas no valor de 261 milhões de dólares) ou Costa do Marfim (projeto de engenharia industrial no valor de 231 milhões de dólares).

De resto, as unidades de negócio de engenharia e construção em África e América Latina representam 84% do total de encomendas, adianta a construtora, que revela que durante o terceiro trimestre “novos contratos e extensões de contratos em curso relevantes foram assinados recentemente em Angola (64%), México (28%) e Brasil (8%), totalizando 2,2 mil milhões de euros”.

“Os novos contratos respeitam maioritariamente a infraestruturas de transporte, quer para clientes públicos, quer para clientes privados, e apresentam uma duração entre 18 e 36 meses”, explica a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins.

O volume de negócios subiu 19% para 1.354 milhões de euros, “atingindo-se o valor mais alto de sempre nos primeiros seis meses de um ano”. A Mota-Engil fala em “normalização da atividade pandémica e do arranque de alguns novos projetos” para ter conseguido este desempenho.

Os fortes contributos dos negócios de engenharia e construção de África (+54% para 449 milhões) e da América Latina (+36% para 430 milhões), refletindo a efetiva execução da carteira de encomendas angariada, ajudaram. Assim como a subida de 9% do volume de negócios no ambiente para 220 milhões.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 14% para 207 milhões de euros, “embora impactado pelo crescente aumento de preços verificado em alguns fatores de produção, nomeadamente nos associados à energia e aos produtos derivados do petróleo”.

Quanto ao lucro líquido, registou uma subida de 37% para 11,7 milhões de euros, “no seguimento da melhoria significativa ocorrida no desempenho operacional e financeiro”.

A dívida líquida da Mota-Engil baixou cerca de nove milhões de euros, atingindo os 1.117 milhões, que correspondem a 2,6 vezes o EBITDA dos últimos 12 meses.

Já o investimento ascendeu a 108 milhões no primeiro semestre do ano.

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