Nos prevê manter preços dos serviços “até ao final deste ano”

Operadora liderada por Miguel Almeida não tem previstos aumentos de preços "até ao final deste ano". Todavia, não indica se as mensalidades vão subir a partir de 1 de janeiro.

Os preços praticados pela Nos NOS 0,88% deverão manter-se até ao final deste ano, disse ao ECO fonte oficial da operadora de telecomunicações, sem indicar se estão previstos aumentos a partir de janeiro, em resposta aos atuais níveis de inflação. A empresa assume uma “posição cautelosa” e está “a monitorizar” a evolução dos preços na economia.

“A Nos está a adotar uma posição cautelosa em relação ao aumento generalizado nos preços, independentemente do impacto que este aumento tem nos custos dos nossos serviços. É uma situação que temos vindo a monitorizar e não temos previsto neste momento qualquer aumento de preços até ao final deste ano”, declarou a empresa numa resposta enviada esta quarta-feira, depois de ter sido noticiado que a taxa de inflação homóloga em Portugal em agosto terá desacelerado ligeiramente, para 9% em agosto.

[A escalada a inflação] é uma situação que temos vindo a monitorizar e não temos previsto neste momento qualquer aumento de preços até ao final deste ano.

Fonte oficial da Nos

Também na quarta-feira, o ECO noticiou que as principais empresas de telecomunicações têm resistido a anunciar alterações nos preços nesta altura, apesar de o poderem fazer, dada a escalada do Índice de Preços no Consumidor (IPC) para máximos de muitas décadas.

“A esta data, não é possível antecipar a expressão ou timings [o momento] de eventuais alterações de preços”, disse fonte oficial da Vodafone Portugal esta terça-feira. Já a Meo, detida pela Altice Portugal, insistiu na resposta que tem vindo a dar desde o segundo trimestre: “O contexto de inflação está a ser monitorizado pela equipa de gestão da Altice Portugal com o objetivo de mitigar efeitos na estrutura e na operação. De momento não há qualquer plano para alteração de preços.”

A declaração da Nos junta-se às das empresas concorrentes, que dizem também ainda não estar preparadas para indicar o sentido que os preços das telecomunicações vão seguir a partir de 1 de janeiro de 2023. No entanto, o setor não é imune ao aumento dos custos e terá dificuldades em não os passar, ainda que parcialmente, para a respetiva base de clientes, como tem vindo a ser feito no início de cada ano. A Altice, por exemplo, confirmou recentemente que 75% dos clientes da Meo têm contratos ligados à evolução da inflação.

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