Portugal mantém-se como o quarto país europeu com maior incorporação de renováveis na eletricidade

Mais de metade da eletricidade gerada em Portugal até agosto foi proveniente de energias renováveis. Só Noruega, Áustria e Dinamarca produziram mais.

Mais de metade da eletricidade gerada em Portugal nos primeiros oito meses do ano foi proveniente de fontes renováveis, fazendo com que Portugal continuasse a representar o quarto país da Europa com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, ficando atrás da Noruega, Áustria e Dinamarca, que obtiveram 99,3%, 80,5% e 77,2% da eletricidade, respetivamente, a partir de fontes renováveis.

De acordo com o boletim de eletricidade renovável elaborado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), e divulgado esta segunda-feira, em Portugal foram gerados 27.822 gigawatts/hora (GWh) de eletricidade no acumulado dos meses de janeiro a agosto de 2022, dos quais 54,6% foram de origem renovável.

Já no mês de agosto, foram gerados 3.169 GWh de eletricidade, dos quais 46,8 % tiveram origem renovável — menos 10,4% face a agosto de 2021. Esta quebra, explica a APREN, resulta da “diminuição do índice de hidraulicidade, que resultou num decréscimo acentuado da produção hídrica”.

“De salientar ainda que a produção hídrica e a percentagem máxima de armazenamento nas barragens atingiram valores mínimos face ao período homólogo nos últimos 10 anos, o que contribuiu para um aumento da produção por fontes fósseis“, informa o relatório. Em agosto, a incorporação de combustíveis fósseis (gás natural) na geração de eletricidade foi de 49,7%, enquanto entre janeiro e agosto de 2022, esse valor situou-se nos 40,6%.

Mecanismo ibérico gera poupanças de 16,5% no MIBEL

O mecanismo ibérico de limite do preço do gás natural gerou poupanças de 54,5 euros por megawatt/hora (MWh), entre 15 de junho a 31 de agosto, o que equivaleu a uma redução de 16,5% no preço horário médio da eletricidade no Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL) naquele período.

Segundo o boletim, a poupança devido ao limite do preço do gás natural (correspondente à diferença entre o preço sem o mecanismo e o preço com a compensação a pagar à s centrais a gás natural) atingiu um valor máximo de 134,7 euros/MWhc, e um mínimo de 5,62 euros/MWh. Feitas as contas, no total, 34,6 dos 67,8 terawatts/hora produzidos foram sujeitos ao mecanismo de ajuste dos consumidores na Península Ibérica.

Segundo o ministro do Ambiente e da Ação Climática Duarte Cordeiro, em entrevista à RTP3, o Governo estima que os 16% se traduzem em 150 milhões de euros de poupança conseguida pelas empresas cuja fatura da luz se encontra exposta ao mercado grossista da eletricidade, no período em que vigora este mecanismo.

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