EDP vende metade do grupo de centrais a carvão Aboño ao seu segundo maior acionista

Metade do grupo de centrais Aboño será vendido ao segundo maior acionista da EDP, com Aboño I a ser encerrada e a Aboño II convertida para gás. EDP quer ainda fechar as centrais Soto 3 e Los Barrios.

A EDP EDP 0,14% vai vender metade do grupo de centrais Aboño, perto de Gijón e do porto de Musel, à Corporación Masaveu, grupo industrial sediado nas Astúrias. Segundo o Expresso, este grupo controla a Oppidum, que é o segundo maior acionista da EDP, com uma posição de 6,82%.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP anuncia também que a conversão de carvão para gás da central térmica Aboño II, em Espanha, ocorrerá “expectavelmente em meados de 2025”, e avançou ter pedido à Red Eléctrica para encerrar as restantes centrais a carvão que tem no país vizinho, nomeadamente a Aboño I, Soto 3 e Los Barrios.

A venda de parte do grupo de centrais Aboño reflete um enterprise value de cerca de 350 milhões de euros e um equity value do ativo de 60 milhões de euros, refere na nota. Esta parceria, explica a elétrica, “prevê o controlo conjunto na gestão da Aboño e a transferência do passivo das centrais”.

Após esta transação, que ainda depende de “autorizações e condições suspensivas habituais”, a EDP manterá a totalidade da gestão e desenvolvimento dos projetos de transição justa a decorrer em Aboño, nomeadamente de hidrogénio e energias renováveis. Este grupo de centrais, que atualmente tem uma capacidade instalada total de 904 MW, “desempenha um papel importante no apoio à segurança do fornecimento de eletricidade à região das Astúrias”, acrescenta a empresa.

Ainda segundo a EDP, a conversão de carvão para gás representa “um investimento de mid double-digit de milhões de euros, continuando a operar na combustão de gás de alto forno, um caso de estudo de economia circular na Europa, através da valorização deste subproduto, evitando a emissão de um milhão de toneladas de CO2 por ano”.

A companhia liderada por Miguel Stilwell d’Andrade explica que estas três decisões — conversão da central, venda de metade do grupo de centrais e encerramento das restantes centrais a carvão em Espanha — representam “passos importantes” para garantir que a EDP deixa de consumir carvão até 2025.

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