Nos duplica lucros para 67,8 milhões no primeiro trimestre

Telecom liderada por Miguel Almeida duplicou lucros no arranque do ano. Ajudou o facto de ter recebido 22,2 milhões de euros relativo a uma decisão judicial favorável contra a Anacom.

A operadora de telecomunicações Nos NOS 0,30% registou lucros de 67,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, com o resultado quase a duplicar em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo anunciou esta terça-feira ao mercado.

A Nos recebeu 22,2 milhões de euros relativos a uma decisão judicial favorável relativa a um pedido de liquidação de taxas de atividade, o que ajudou a impulsionar o resultado no arranque do ano. Já tinha recebido 15,6 milhões no âmbito do diferendo com a Anacom no final do ano passado.

Sem este efeito extraordinário, acrescenta a operadora liderada por Miguel Almeida, o lucro teria ficado nos 45,7 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 30,6% em termos homólogos.

A telecom controlada pela família Azevedo (Sonae) dá conta de um “forte desempenho das operações” que permitiu um crescimento do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 6,3% para 155,3 milhões, um desempenho associado ao crescimento das receitas (+5,7% para superar os 400 milhões de euros) e pela “gestão contínua dos custos”.

O aumento do lucro operacional “mais do que compensou” o efeito negativo do ambiente das taxas de juro mais elevadas nos encargos financeiros, que tiveram um aumento de quase 60% para 20,7 milhões, adianta.

Grande parte das receitas veio do negócio das telecomunicações: aumentaram 5,4% para 389 milhões de euros entre janeiro e março. A área dos audiovisuais e cinema teve um aumento de 11,6% da faturação para 22,8 milhões no mesmo período, impulsionado pelos “êxitos de bilheteira” como o “Dune II” e “Bob Marley – One Love”.

Ao mesmo tempo, os custos operacionais aumentaram 5,4 para 248 milhões. Ao nível do investimento, a Nos refere que, depois do período intensivo de implementação da rede 5G, manteve-se a tendência de descida do investimento: caiu 5,2% para 92 milhões nos três primeiros meses do ano.

A dívida líquida atingiu os 1.015 milhões de euros no final do primeiro trimestre, sendo que a dívida total foi de 1.716 milhões.

(Notícia atualizada às 17h24)

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