Banco de Portugal alerta para a FNBC Invest, a empresa que exige dez mil milhões ao Novobanco

O Banco de Portugal alertou que a empresa FNBC Invest, que está a exigir uma indemnização de mais de dez mil milhões de euros ao Novobanco, não se pode exercer "qualquer atividade financeira".

O Banco de Portugal alertou que a empresa FNBC Invest, que está a exigir uma indemnização de mais de dez mil milhões de euros ao Novobanco, não se encontra habilitada a exercer “qualquer atividade financeira”.

“O Banco de Portugal adverte que a sociedade FNBC Invest, Lda., que atua em nome próprio ou sob a marca “Seven Bank”, […] não se encontra habilitada a exercer, em Portugal, qualquer atividade financeira reservada às instituições sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, nomeadamente a receber depósitos ou outros fundos reembolsáveis, a conceder crédito e a prestar serviços de pagamento“, lê-se no comunicado publicado esta sexta-feira no site do Banco de Portugal.

No início de agosto, o Novobanco afirmou estar a ser alvo de uma tentativa de golpe no valor de 10 mil milhões de euros da parte da empresa FNBC Invest, com sede em Barcelos. O banco referiu que já tinha denunciado o alegado esquema fraudulento junto das autoridades há mais de dois anos. Ainda assim, isso não impediu a empresa — que se assume como um banco e presta serviços financeiros, incluindo criptomoedas — de avançar com uma ação milionária contra o Novobanco.

Neste processo, que foi interposto em maio passado no Tribunal de Braga, a FNBC Invest está a exigir uma indemnização no valor exato de 10.087.404.548,07 euros, segundo relata o Novobanco no seu relatório e contas do primeiro semestre.

De acordo com as informações recolhidas pelo ECO, o Novobanco está a ser acusado de reter, sem ter dado qualquer justificação, uma quantia de cinco mil milhões de euros de uma “suposta transferência” proveniente do Deusche Bank que tinha como destino a conta do sócio maioritário da FNBC, o engenheiro Carlos Manuel Carvalho.

Embora a FNBC só tenha avançado com a ação agora, o caso remonta a março de 2022, quando celebrou um negócio com uma sociedade chamada Immobilien Partner GMBH, relacionado com a venda de títulos de dívida pública alemã.

Por conta da retenção do dinheiro na “câmara account” do Novobanco, alega que deixou de receber os restantes pagamentos do contrato celebrado com a Immobilien Partner, estimando assim uma indemnização superior a dez mil milhões, incluindo juros de mora, segundo um despacho do Tribunal de Braga a que o ECO teve acesso.

A Procuradoria-Geral da República já está a investigar a empresa.

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