Portugal perde 400 milhões de euros em investimento direto estrangeiro no primeiro semestre

Os números divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal revelam que a contração compara com o resultado positivo de 3,5 mil milhões de euros registado no período homólogo. 

Portugal perdeu 400 milhões de euros em investimento direto estrangeiro (IDE), no primeiro semestre, devido sobretudo ao comportamento registado nos primeiros três meses do ano. Os números divulgados esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP) revelam que a contração compara com o resultado positivo de 3,5 mil milhões de euros registado no período homólogo.

O BdP explica que as transações de IDE negativas em 0,4 mil milhões de euros resultam sobretudo da “redução da dívida de entidades residentes perante empresas não residentes do mesmo grupo económico (-1,6 mil milhões de euros)“, o que resulta de “uma mudança destes passivos para a categoria funcional de ‘investimento de carteira’, uma vez que, segundo a metodologia estatística em vigor, se deixou de verificar uma relação de investimento direto”.

Fonte: Banco de Portugal

O resultado do primeiro trimestre reflete o balanço de um resultado negativo das transações em cerca de mil milhões de euros no primeiro trimestre, contra um resultado positivo de 662 milhões de euros no segundo trimestre.

O BdP revela ainda que, numa perspetiva de contraparte imediata, a redução do IDE deveu-se principalmente ao continente europeu. Neste sentido, destaca a diminuição “de investimento proveniente de Espanha (-2,1 mil milhões de euros), que foi parcialmente compensada por aumentos do investimento da Suíça (+0,8 mil milhões de euros), dos Estados Unidos da América (+0,3 mil milhões de euros), da Itália (+0,2 mil milhões de euros) e da Bélgica (+0,2 mil milhões de euros)”.

Por outro lado, no primeiro semestre de 2025, as transações de investimento de Portugal no exterior totalizaram 2,6 mil milhões de euros, o que compara com os 2,4 mil milhões de euros no período homólogo.

Numa perspetiva de contraparte imediata, “destacou-se o investimento realizado em entidades residentes em países europeus, principalmente em Espanha (0,7 mil milhões de euros), nos Países Baixos (0,7 mil milhões de euros) e em França (0,5 mil milhões de euros)”.

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