BRANDS' ECOSEGUROS O verdadeiro teste aos seguros acontece no momento do sinistro

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  • 23 Dezembro 2025

No podcast Empresas Protegidas, Paulo Ferreira explica porque o acompanhamento no pós-venda é decisivo e alerta para novos riscos, do cibercrime ao impacto das alterações climáticas.

Muitas vezes, é quando surge a necessidade de acionar um seguro que uma empresa ou particular descobre a qualidade do serviço e a verdadeira cobertura daquilo que contratou. No quinto episódio do podcast Empresas Protegidas, do ECO em parceria com a Sabseg Seguros, o Diretor da Área de Sinistros da corretora, Paulo Ferreira, defende que é precisamente neste momento crítico que se percebe a diferença entre acompanhamento e abandono.

“O papel de um corretor é algo muito importante no momento do sinistro, porque é aí que se vai concretizar a venda”, afirma. “A venda da apólice é a venda de uma promessa” que é cumprida ou não quando as dificuldades surgem e é preciso reportar um sinistro.

Essa “promessa” traduz-se em expectativa de rapidez, clareza e eficácia numa altura em que há “um prejuízo, um dano, uma fatalidade”. E, sublinha o responsável, o pós-venda é tão determinante quanto a negociação inicial porque é nessa altura que é preciso “estar lá para apoiar os clientes”.

Entre os sinistros mais comuns, o responsável da Sabseg Seguros aponta os “ramos tipicamente massificados”, como automóvel e acidentes de trabalho, mas destaca que o risco está a mudar de forma acelerada. O digital é hoje um dos maiores pontos cegos, sobretudo nas pequenas e médias empresas, onde a literacia sobre cibersegurança ainda é reduzida. “Temos aí novos desafios, muitos deles associados ao plano digital, como o cibercrime, o ransomware”, diz, reconhecendo que “em Portugal ainda há um nível de proteção muito baixo”.

Se nunca precisar do seguro, ele é visto como caro. No dia em que precisar dele, é que pode ter sido baratíssimo

Paulo Ferreira

Diretor da Área de Sinistros da Sabseg Seguros

O alerta é direto e deixa claro que não são apenas ataques sofisticados dirigidos a grandes corporações, mas antes ataques permanentes que podem parar a atividade de qualquer pequena empresa. Um dos exemplos apontados mostra como uma interrupção simples, afetando os terminais de pagamento, pode paralisar centenas de pontos de venda e gerar “milhões de prejuízos”. E, apesar disso, o responsável garante que a proteção não é necessariamente proibitiva do ponto de vista do custo, especialmente quando se considera o prejuízo potencial. “É um seguro relativamente barato”, assegura, lembrando que o desafio é a perceção. “Se nunca precisar do seguro, ele é visto como caro. No dia em que precisar dele, é que pode ter sido baratíssimo”, sublinha.

Além das ameaças na esfera digital, temas como o das alterações climáticas estão também a ter impacto nos seguros multirriscos das empresas. Paulo Ferreira considera que, em grande parte, as coberturas respondem às necessidades, mas vê fragilidades na avaliação do capital seguro e na adaptação a fenómenos que deixaram de ser raros. “Aquilo que eram ventos de 150 quilómetros por hora eram uma raridade, mas agora ventos de 100 quilómetros por hora é uma banalidade”, afirma, defendendo “uma cultura preventiva” para reduzir o risco.

O futuro, antecipa, será uma combinação de tecnologia e proximidade, em que o fator humano não deverá desaparecer. A inteligência artificial e a automação vão acelerar tarefas repetitivas e permitir produtos mais ajustados, mas não substituem o essencial quando há perdas reais. “Num momento de aperto estar lá alguém com quem se possa falar é sempre diferente do que ter um call center ou um e-mail”, resume.

Assista ao quinto episódio completo do Empresas Protegidas.

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