Receitas do turismo aceleram 14% no arranque do ano. Polacos destacam-se nas dormidas
Alojamento turístico recebeu um total de 1,6 milhões de hóspedes em janeiro. Britânicos mantêm liderança das dormidas de não residentes em Portugal, mas foi o mercado polaco que mais cresceu.
A atividade turística em Portugal manteve a trajetória de crescimento em janeiro. A estimativa rápida publicada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que o setor do alojamento registou 1,6 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas no primeiro mês do ano, mais 8,3% e 6,3%, face há um ano, respetivamente.
Dados do INE mostram ainda que os proveitos do alojamento turístico totalizaram 262 milhões de euros em janeiro, uma subida homóloga de 13,8%.
As dormidas de residentes registaram um aumento de 11,3% correspondendo a 1,3 milhões, enquanto as dos não residentes registaram um crescimento de 3,8%, totalizando 2,4 milhões.
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No que toca aos mercados externos, o britânico manteve-se como principal mercado emissor (quota de 14,6%), apesar do decréscimo de 3,3% face ao mês homólogo, seguido da Alemanha (peso de 11,2%), que cresceu 5,1% no período em análise.
No grupo dos dez principais mercados emissores, os que mais cresceram foram o polaco (16,6%) e o norte-americano (10,3%). Em sentido inverso, o mercado francês e o brasileiro registaram os maiores decréscimos entre os dez principais mercados emissores, com uma quebra de 9,6% e 8,8%, respetivamente.
No primeiro mês do ano, todas as regiões registaram crescimentos nas dormidas, com os maiores aumentos a verificarem-se na Península de Setúbal (+14,4%) e no Alentejo (+11,4%). Já o Algarve registou o crescimento mais modesto (+1,1%).
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“As dormidas de residentes registaram aumentos em todas as regiões, tendo sido mais expressivos na Madeira (+35,9%) e no Algarve (+19,3%)“, indica o INE.
Na globalidade dos estabelecimentos de alojamento turístico, a estada média foi de 2,29 noites, o que equivale a um decréscimo de 1,9% face a janeiro de 2023. O gabinete de estatística dá nota de que a estada média dos residentes (1,70 noites) aumentou 1,1% e a dos não residentes (2,80 noites) decresceu 2,8%.
Neste indicador, a Madeira registou as estadas médias mais prolongadas por parte dos não residentes (5,44 noites) e dos residentes (2,99 noites).
Por fim, o INE realça que a Grande Lisboa foi “a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos (35,1% totais e 37,2% de aposento), seguida da Região Autónoma da Madeira (19,1% e 18,1%, respetivamente) e do Norte (16,4% e 16,5%, respetivamente.
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