Ex-CEO da Caixa António Domingues entra na administração da Jerónimo Martins

Com percurso na banca, incluindo passagens pelo BPI e pela Caixa, António Domingues vai entrar na administração da dona do Pingo Doce. Ex-embaixador João Vale de Almeida é outra novidade.

António Domingues vai integrar o novo conselho de administração da Jerónimo Martins JMT 1,25% , dona do Pingo Doce, de acordo com a proposta que a família Soares dos Santos vai levar à assembleia geral de 24 de abril.

Com um percurso de quatro décadas no setor financeiro, António Domingues conta com passagens pelo BPI, onde foi administrador financeiro e vice-presidente, e pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde foi CEO durante cerca de três meses em 2016, tendo saído após a polémica relacionada com a declaração de património junto do Tribunal Constitucional.

Enquanto administrador, António Domingues será um dos vogais da comissão de auditoria, que será liderada por Elizabeth Ann Bastoni.

Outra novidade na próxima administração da Jerónimo Martins para o triénio 2025-2027 é João Vale de Almeida, antigo embaixador da União Europeia nos EUA e no Reino Unido, contando com uma experiência de quatro décadas de diplomacia a nível europeu.

Embora a liderança do conselho se mantenha com Pedro Soares dos Santos (também se manterá como administrador-delegado), a administração de 11 membros sofrerá seis alterações.

Entre os nomes que estão de saída encontra-se o do embaixador Francisco Seixas da Costa.

Em Portugal, a Jerónimo Martins opera as insígnias Pingo Doce (vendas de 5,1 mil milhões de euros em 2024) e Recheio, mas é lá fora que tem a sua maior atividade. Designadamente na Polónia com a Biedronka, cuja faturação atingiu os 23,6 mil milhões de euros, e com a cadeia especializada em saúde e beleza Hebe (583 milhões). A marca da joaninha acaba de se expandir para a Eslováquia. Também conta com operação na Colômbia através da Ara (2,7 mil milhões).

O lucro do grupo retalhista atingiu os 599 milhões de euros no ano passado, baixando mais de 20% em relação a 2023.

A Jerónimo Martins é detida pela família Soares dos Santos através da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que detém 56,14% do capital, enquanto os restantes 43,86% estão dispersos na bolsa.

(Notícia atualizada às 19h16)

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