Exportações de mobiliário em 2021 ficam 3% abaixo do nível pré-pandemia

  • Lusa
  • 8 Março 2022

Em 2021, as exportações do cluster português do mobiliário aumentaram 12% face ao ano anterior, para 1.780 milhões de euros, mas ficaram ainda 3% abaixo do montante registado no ano recorde de 2019.

O cluster industrial que integra o mobiliário, a colchoaria, os assentos e outras atividades complementares gerou 1.780 milhões de euros em vendas ao exterior, o que significa uma subida de 12% face a 2020 – “um ano marcado por uma oscilação negativa do volume das exportações em resultado da pandemia”.

Em comunicado, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) refere que as vendas externas do setor em 2021 ficaram 3% abaixo das de 2019, ano em que as exportações atingiram o valor recorde de 1.840 milhões de euros.

Segundo a APIMA, “com o abrandamento das medidas de mitigação da Covid-19, abril e maio foram os meses que mais impulsionaram a fileira, com subidas de 311% e 80%, respetivamente, face ao ano anterior”.

Já os dois primeiros meses do ano foram “fortemente condicionados pelas medidas impostas pelo Governo face ao aumento de casos”, pelo que “ficaram marcados por nova descida das exportações face ao período homólogo de 2020”, enquanto “março (55%), abril (311%) e maio (80%) marcaram o início de um 2021 de significativa recuperação e deram um forte impulso ao ‘cluster’”.

“O primeiro semestre do ano gerou mais de 600 milhões de euros em vendas ao exterior e traduziu-se, assim, numa retoma do crescimento que estes setores têm desenhado na última década”, sublinha a associação, precisando que “o ano terminou com nota positiva, com uma subida de 14% em dezembro face aos níveis de 2020, abrindo boas perspetivas para a internacionalização da fileira em 2022”.

Para a “forte recuperação” registada no ano passado, a APIMA diz terem contribuído “significativamente” os mercados americano e suíço, que, “apesar de uma quota de mercado ainda reduzida, registaram uma variação homóloga de 32% e 27%, respetivamente”.

O mercado francês continuou a representar a maior quota de mercado do cluster do mobiliário e afins, sendo o destino de 34% do total das exportações nacionais, seguido por Espanha, com 26% das vendas ao exterior. Bélgica (25%), Alemanha (18%) e Países Baixos (12%) foram outros dos mercados de importação que mais cresceram em 2021.

Citado no comunicado, o presidente da APIMA destaca que “os resultados de 2021 marcaram uma dinâmica internacionalizadora de forte crescimento para este cluster” e são “um sinal claro de que os produtos nacionais da fileira casa continuam a ser cada vez mais valorizados internacionalmente”.

“Os números apontam a uma tendência positiva para 2022, em que ambicionamos superar os níveis recorde de 2019, embora antecipando alguns efeitos da atual instabilidade social e geopolítica e da escassez e subida dos custos das matérias-primas”, acrescenta Joaquim Carneiro.

Com a contribuição do aumento das exportações, o cluster do mobiliário e afins solidificou a balança comercial superavitária, que se aproxima agora dos 800 milhões de saldo positivo, com uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 176%.

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