• Entrevista por:
  • Helena Garrido

Conhecer Álvaro Santos Pereira: o melhor de Portugal são as pessoas

Hoje vive em Paris onde é diretor do Departamento de Economia da OCDE. O ex-ministro da Economia e professor gosta de escrever e tem na Irlanda e no Canadá os seus países de referência.

Não acredita na sorte seja ela mesmo sob a forma da lâmpada de Aladino. Ficam os desejos para a família, para Portugal e para o mundo. Vamos conhecer Álvaro Santos Pereira.

O que é que é o melhor de Portugal para si.

As pessoas, não tenho dúvidas sobre isso.

E o pior?

O compadrio e a corrupção.

Qual o país que para si é um modelo?

A nível económico, claramente a Irlanda porque eu penso que o modelo irlandês devia ser utilizado em Portugal. A nível social e de integração, o Canadá.

Qual a personalidade histórica que mais admira?

Mandela.

Quem é a pessoa que mais o marcou profissionalmente?

Foi um professor meu, que foi meu supervisor, Richard Lipsey. É um grande economista e, principalmente, sabia criticar quando era preciso e elogiar também quando era necessário.

E a sua melhor experiência profissional foi?

A atual, sem dúvida nenhuma. Mas também foi muito desafiante a experiência no Governo. É difícil escolher entre as duas.

O acontecimento mais inesperado da sua vida?

Talvez a morte de um familiar tenha sido o mais inesperado.

O que gosta mais de fazer nos seus tempos livres?

Escrever.

Livros e romances, não é?

Livros e romances.

Qual a qualidade que mais aprecia numa pessoa?

Integridade e lealdade

E o defeito?

Provavelmente, a falta de palavra.

O seu livro de sonho?

“Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez e “Filhos da Meia-Noite”, de Salman Rushdie.

E o romance que escreveu?

Já escrevi dois romances, estou a escrever o terceiro, mas obviamente esses são os livros que se faz.

O seu filme favorito?

Cinema Paraíso, de Giuseppe Tornatore.

A sua música?

Radiohead ou jazz.

A obra que mais admira? Uma obra de arte, de arquitetura, de pintura.

Eu sou mais da literatura, aí há muitos livros que eu admiro.

Há um incêndio na sua casa, está sozinho, o que é que salva?

Salvo o computador porque está lá o meu livro.

O próximo livro?

Sim, o próximo livro, as minhas escritas, só por causa disso. Não é pelo computador, é pelo que está lá dentro.

O Génio do Aladino oferece-lhe três desejos, quer partilhar connosco quais são?

Não acredito muito na questão de génios. Acredito que a sorte se conquista com mérito. Mas se quisermos ir por aí, preferia, de uma forma abrangente, primeiro que os meus filhos e a minha mulher sejam felizes, isso é o mais importante para mim; penso que gostaria que o nosso Portugal voltasse a crescer e tivéssemos um nível de vida cada vez melhor para toda a gente; e um desejo que é importante para os próximos tempos é que não haja nenhum conflito mundial, que mantenhamos a paz das últimas décadas. Mais do que acreditar na sorte temos que trabalhar para isso. Mas, sinceramente, a nível pessoal não acredito no Aladino ou na lâmpada.

O seu lema de vida é?

É importante, quando nos vamos deitar, saber que demos o nosso melhor, que estamos a fazer o que é importante para melhorar a vida das nossas famílias. Especialmente, é importante dormir sossegado, com a consciência tranquila, com integridade.

  • Helena Garrido

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António Costa

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