Clubes de Fornecedores

  • Ricaro Pinto e Francisco Hamilton Pereira
  • 9 Maio 2018

As empresas pertencentes ao Clube de Fornecedores têm à sua disposição concursos específicos, abertos em contínuo, para apoiar diferentes tipos de projetos.

A denominada iniciativa “Clubes de Fornecedores” foi lançada em 2017, visando a promoção da integração de empresas portuguesas, sobretudo as PME, em cadeias de valor internacionais, através da cooperação com “Empresas Nucleares” que lhes assegurem melhores condições de acesso a mercados, tecnologias e competências.

Os objetivos dos Clubes de Fornecedores passam por capacitar as PME, integrando-as em redes de fornecedores globais. A exigência de tal passo levará as empresas à adoção de tecnologias avançadas e à conversão aos fundamentos da Economia Circular. Espera-se que tal processo proporcione know-how especializado, a valorização dos recursos internos e geração de conhecimento crítico.

O mecanismo de apoio tem início com a seleção de um conjunto fechado de fornecedores de uma Empresa Nuclear, tal como ocorreu já com a seleção do “Clube de Fornecedores Bosch”.

Numa fase posterior, a rede de fornecedores selecionados pode aceder, de forma exclusiva, a um conjunto de incentivos financeiros no âmbito do Portugal 2020. Assim, as empresas pertencentes ao Clube de Fornecedores têm à sua disposição concursos específicos, abertos em contínuo, para apoiar os seguintes tipos de projetos:

  • Investigação e Desenvolvimento Tecnológico em copromoção – Projetos com um investimento elegível mínimo de Euro 150.000, com apoio, geralmente, sob forma de incentivo não reembolsável que poderá atingir 75% do investimento efetuado;
  • Inovação Produtiva – Projetos com investimento elegível máximo até 25 milhões de euros, com uma taxa base de apoio de 30%, sob a forma de incentivo reembolsável e com a possibilidade de isenção de reembolso do incentivo até 60%;
  • Qualificação das PME – Projetos com um investimento elegível mínimo de Euro 25.000, com apoio sob a forma de incentivo não reembolsável, a uma taxa de 45% (ou 40%, nos projetos realizados na Região de Lisboa);
  • Formação em Processos de Inovação e Projetos Autónomos de Formação – Projetos com apoio sob a forma de incentivo não reembolsável, a uma taxa base entre 50% e 70%.

Para além das oportunidades que decorrem do efeito rede, este mecanismo de apoio é uma opção extremamente interessante para empresas PME, na medida em poderão participar em concursos com dotações específicas e assim evitar os concursos mais alargados e mais competitivos do Portugal 2020.

  • Ricaro Pinto
  • Senior Consultant da EY
  • Francisco Hamilton Pereira

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