Colaborar, cooperar, parcerias estratégicas, trabalho em rede…

Colaborar pode bem ser um dos caminhos para que startups e PME portuguesas possam ir sobrevivendo até que consigam investimento, mais clientes ou novos projetos.

É frequente ouvirmos frases como: “… este projeto só foi possível de concretizar porque foi feito em colaboração com…”, ou “… sem a nossa rede de parcerias nunca teria sido possível atingir os nossos objetivos…” ou, mais apelativo, “ … colaborar faz parte do ADN da nossa organização…”, entre outras.

A colaboração contém inúmeras vantagens: (i) é uma forma de trabalho adequada, sobretudo, para quem queira aumentar a probabilidade de sucesso das suas iniciativas; (ii) é uma forma de trabalho acessível a todos, quer estejamos a falar de entidades públicas ou privadas, empresas, associações ou mesmo pessoas individuais; (iii) é uma boa forma de trabalho porque promove a partilha de risco, tão do agrado de investidores; (iv) é uma boa forma de trabalho porque dada a impossibilidade da excelência das intervenções dos indivíduos em todos os aspetos e dimensões é sempre positivo poder juntar-nos aqueles que são melhores.

É uma enorme mais-valia trabalhar com aqueles que nos complementam, porque cooperar obriga a trabalhar fora da esfera da própria entidade/pessoa, numa lógica de inovação aberta, e também porque, assumindo que todas as entidades comunicam de alguma forma, ao colaboramos, estamos a chegar garantidamente a novos públicos e audiências.

Apesar de todas as vantagens da colaboração, aquilo que a torna como mecanismo universal e disponível para todos é que, no limite, apenas obriga ao investimento do tempo de cada um. Ainda que tempo seja dinheiro, será mais acessível investir horas de trabalho do que euros, dólares ou ienes.

Colaborar, implica a escolha de pelo menos um parceiro, com quem devemos partilhar o objetivo da cooperação, que deverá possuir competências complementares às nossas próprias competências, e com quem vamos partilhar o resultado final. Dificilmente se atingirá o sucesso caso não exista um enorme alinhamento entre parceiros na forma como lidam com os desafios e dificuldades que, com certeza, irão surgir.

Colaborar é fácil de dizer, difícil de fazer e, com certeza, muito mais difícil que redigir a minuta do respetivo protocolo de colaboração. Aliás, o protocolo pode existir ou não, ser público ou privado, ser assinado com um primeiro caso de sucesso ou como lançamento de determinado projeto. É indiferente.

Colaborar pode bem ser um dos caminhos para que startups e PME portuguesas possam ir sobrevivendo até que consigam investimento, mais clientes ou novos projetos. A título de curiosidade, a minha participação nesta coluna nasce também de uma colaboração!

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