Como adaptar as organizações a um mundo novo

  • Diogo Oliveira
  • 28 Janeiro 2021

Vivemos tempos de mudança sem precedente e cabe-nos a nós, líderes, guiar as organizações nesta transição.

O ano que passou foi histórico pelas mudanças que gerou à escala global, criando um vasto número de oportunidades de disrupção na maioria das indústrias. Vivemos tempos de mudança sem precedente e cabe-nos a nós, líderes, guiar as organizações nesta transição. Para que consigamos fazê-lo com distinção é importante antever que tendências de RH pairam no ar para 2021. Elencarei aquelas que perceciono serem as cinco mais impactantes para o ano que começa.

Recrutar bem requer inovação

Com a globalização do mercado de trabalho e a consequente abertura de fronteiras, as organizações terão de se diferenciar naquilo que é a sua proposta de valor como empregadoras.

Como consequência receberão mais candidaturas orgânicas, o que traz um proporcional aumento no custo de recrutamento, a não ser que as empresas decidam utilizar mais tecnologia. Só assim podem averiguar se um certo candidato tem as competências técnicas, cognitivas e de personalidade adequadas de forma rápida e com baixos custos, deixando as equipas de recrutamento atuar em fases mais subjetivas como a validação cultural e negociação salarial.

A pressão salarial aumenta

Os colaboradores de maior qualidade vão começar a ser seduzidos por oportunidades de trabalho com melhores salários, maioritariamente do centro e norte de Europa e América. Este fenómeno é agravado por empresas destas geografias que se estabelecem em Portugal, com maior capacidade financeira, que vão progressivamente inflacionar os salários. As empresas portuguesas terão de ser mais agressivas financeiramente para atrair e reter o talento.

A cultura e o escritório evoluem no seu âmbito e propósito

A cultura empresarial, anteriormente centrada no escritório, terá de ser repensada. Cerca de 75% das organizações adotará uma abordagem híbrida e flexível no que toca à organização do trabalho remoto. Assim, os escritórios tornar-se-ão cada vez mais lugares para momentos sociais, de colaboração e criatividade.

A passagem de apenas um escritório principal para múltiplos distribuídos também será um caminho. É expectável que as empresas se descentralizem, reduzindo a dimensão dos grandes escritórios, e os substituam por espaços espalhados pelas geografias em que atuam, para manter a proximidade física entre colaboradores.

A experiência do colaborador ganha abrangência

Para além das preocupações normais com onboarding, formação e satisfação, ganharão progressiva relevância na equação de gestão do talento outros pontos de relevância como preocupações ao nível de conectividade com o resto da equipa, ferramentas e processos de colaboração e soluções de monitorização da saúde mental dos colaboradores.

O propósito das organizações é cada vez mais relevante para o talento

O teletrabalho acarreta risco de impacto negativo na motivação dos colaboradores. As principais causas são um menor sentimento de pertença e de impacto na organização e ineficiências de mecanismos de comunicação interna. Prevê-se que se criem meios de mitigação, de onde se destaca uma maior tangibilização do propósito da organização, que ganha especial importância como elemento agregador das equipas e um catalisador de motivação. O facto de os colaboradores se reverem na visão e missão da empresa gera maiores níveis de compromisso, retenção e melhorias na produtividade diária.

Cabe às organizações ajustarem-se o mais agilmente possível a estas mudanças de paradigma para que consigam atrair, desenvolver e reter o seu maior ativo – as pessoas.

*Diogo Oliveira é managing director da Landing.Jobs

  • Diogo Oliveira

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