JLL: um escritório presente, pensado para o futuro do trabalho

A consultora imobiliária ocupou o último andar do edifício Heron Castilho, no centro de Lisboa. A vista sobre a cidade será uma das mais-valias para trazer as pessoas de volta ao escritório.

Um dos primeiros edifícios de escritórios da cidade de Lisboa, o Heron Castilho, a poucos metros da rotunda do Marquês de Pombal, já servia de sede à JLL. Mas foi só no início deste ano que consultora imobiliária, com presença em mais de 80 países, arrancou com as obras que garantiram a mudança de um dos pisos do escritório para o 11.º andar, o último piso do edifício.

O 11.º junta-se, agora, ao 8.º, onde a JLL organizou o espaço de trabalho dos colaboradores. “O piso 8 é a ‘fábrica'”, começa por dizer Pedro Lencastre, diretor-geral da JLL em Portugal. “É onde as pessoas estão concentradas, que conta com alguns espaços de networking e é um open space“, detalha.

A grande novidade do ano é, por isso, o rooftop, com vista sobre a cidade de Lisboa. O piso funciona, por um lado, como observatório da cidade e, por outro, como montra de produtos e serviços: a decoração das salas de reuniões, todas com nomes de capitais europeias onde a JLL tem escritórios, são decoradas de forma distinta com ambientes criados pela Tetris, o braço de design e construção da empresa, que integra 50 pessoas e que trabalha de perto com a equipa de Workplace.

“É o piso dos clientes, onde os colaboradores acabam por estar quando fazem pausas. Ou porque vêm à copa, ou porque vêm ao terraço, trazem as suas coisas para almoçar e usam os espaços. É um piso aberto, mais informal e onde as pessoas se encontram, conversam umas com as outras”, assinala.

O novo escritório da JLL passa a ocupar, além do 8.º, o 11.º andar do edifício. A vista sobre Lisboa é motivo de paragem e uma espécie de “montra” da cidade.D.R.

Olhando para o cenário pandémico do último ano, a chance de fazer obras e de ocupar o mais recente piso foi uma forma de “não perder uma oportunidade”, apesar da incerteza quanto ao regresso da equipa ao escritório. No entanto, mal foi inaugurado, ao novo escritório não faltaram candidatos à ocupação. “Não queríamos desperdiçar uma oportunidade de termos um espaço com esta luz, com este terraço e, no fundo, de poder fazer este mix de plano de concentrar as pessoas todas lá em baixo, e ter aqui este espaço para clientes e mais informal. (…) Quando isto tudo voltar à normalidade vamos dar-lhe ainda mais uso. É uma forma de conseguirmos atrair as pessoas para o escritório, ao proporcionar esta experiência: pouca gente pode ter uma casa com esta vista tão inspiradora”, acredita Pedro Lencastre.

Um escritório-montra

Além de ser uma montra da cidade — e do mercado local — pela vista privilegiada de Lisboa, o novo escritório da JLL tem como objetivo ser também um showroom dos serviços prestados pela empresa. Assim, o 11.º piso está decorado com materiais a pensar na sustentabilidade — a cortiça um material muito português, marca presença de destaque, assim como as andorinhas de faiança da Bordallo Pinheiro, assim como uma painel de azulejos “que mostra os principais pontos turísticos da cidade”, explica o responsável. Os diferentes projetos das salas de reuniões foram pensados e construídos pela Tetris, empresa do grupo.

“Com elementos onde se nota o que é o nosso propósito, ‘moldar o futuro do real estate para um mundo melhor’, o escritório tem uma sala híbrida, multi-usos, que serve para as pessoas tomarem as suas refeições, mas também pode ser transformada num auditório para 40 pessoas”, explica Pedro Lencastre, sobre o que está projetado para o espaço.

Num edifício que reúne um misto de área residencial (os primeiros quatro pisos) e de escritórios, o da JLL tem espaço para uma ocupação máxima de 180 pessoas com “espaços para todos os gostos, para as pessoas estarem mais descontraídas, puxar mais pela criatividade, ou locais mais reservados, para trabalhos de concentração”.

“O espaço foi pensado tendo em consideração que as pessoas poderiam, alguns dias, trabalhar a partir de casa, com alguma flexibilidade. Não há lugares marcados por isso, quando as pessoas vêm, encontram um lugar para se sentarem. Há zonas mais ou menos pré-definidas e as pessoas sentam-se em regime hot desk”, descreve.

O mini anfiteatro, no oitavo piso, é lugar de espera e contemplação da vista, e também aproveitado para pequenas reuniões e eventos.D.R.

O escritório do futuro mudou com a pandemia?

Pessoas no centro, tecnologia e sustentabilidade: é nestes três vetores que Pedro Lencastre assenta os pilares do escritório do futuro. “A importância de as pessoas participarem naquilo que vai ser o seu próximo escritório é novidade, assim como a palavra felicidade, porque as pessoas felizes dentro do escritório são muito mais produtivas, é um win-win“, assinala o CEO da JLL em Portugal.

“As empresas precisam do mesmo espaço que precisavam antes da pandemia porque se, por um lado, precisam de menos espaço porque algumas pessoas passarão a trabalhar em teletrabalho, por outro vou precisar de mais espaço porque as pessoas não querem estar tão encavalitadas umas nas outras, por causa das questões sanitárias. A partir de agora, ‘espaço’ passa a ser uma palavra até mais importante do que era antes. A grande questão é que os espaços em si vão ser diferentes, não tanto pelo espaço que as pessoas ocupam mas pelo espaço que as pessoas precisam para colaborar e estarem de uma forma informal umas com as outras”, ressalva Pedro Lencastre. Por isso se, por um lado, serão retirados “alguns espaços de trabalho”, por outro são necessários maiores espaços colaborativos “para as pessoas se cruzarem”. “Isso é algo que a tecnologia nunca vai substituir: o network interno é algo que só se consegue viver ao vivo”.

Assim, ainda que a pandemia tenha obrigado a um afastamento das pessoas do escritório enquanto espaço físico, o futuro passa por espaço de colaboração e que conduzam a uma sensação de felicidade e de informalidade, “onde as pessoas se encontram, podem fazer diferentes atividades, tenham locais como um terraço para descontrair, um espaço de meditação e de ioga, ou até onde possam jogar matraquilhos ou Play Station.”

“Queremos dar um passo à frente, no sentido de fazermos poupanças energéticas com luzes led e inteligentes — que se apagam quando as pessoas não usam o espaço –, mais janelas. Em termos de água, vamos poupar 200 mil litros por ano, o equivalente ao que todas as pessoas da JLL consomem anualmente. Temos essa preocupação com o mundo, com o amanhã, com ter um mundo melhor”, assinala.

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