Há mais vida depois da pandemia

  • Paula Rocha
  • 9 Dezembro 2020

A pandemia agitou o mundo e trouxe mudanças avassaladoras para a economia e a sociedade em geral.

O ser humano é, naturalmente, avesso à mudança. As mudanças implicam consumo extra de energia e o nosso cérebro, órgão responsável pelo controlo do nosso corpo, funciona numa lógica de poupança de energia. Por outro lado, o cérebro humano tem uma enorme capacidade de se moldar ao mundo em que nasceu e foi essa característica que permitiu à nossa espécie dominar o ecossistema do planeta.

Ainda que possamos não gostar, as mudanças são naturais e potenciadoras, permitem-nos alterar hábitos, rotinas e comportamentos. A mudança é um processo natural às pessoas e, naturalmente, às Organizações compostas por pessoas. Mudam-se procedimentos, estruturas organizativas e políticas. A economia global está em permanente mudança. O mundo muda!

Mas as mudanças também acarretam sempre um conjunto de oportunidades. Recorrendo à técnica de coaching das perguntas poderosas, podemos procurar identificá-las. O processo inicia com um conjunto de perguntas que colocamos a nós próprios:

  • Estou satisfeito com os meus resultados?
  • O que não quero continuar a ter?
  • O que quero mudar?
  • O que quero conseguir?
  • Como me sinto?
  • Quais são os meus desafios?
  • Como vou superá-los?
  • O que preciso de fazer?

O coaching é uma metodologia potenciadora de atingimento de objetivos, que no processo de encontrar um caminho neste período conturbado pode gerar excelentes resultados. O Coaching permite alterar estruturas de pensamento e encontrar soluções inovadoras.

Beneficia as empresas na medida em que capacita os trabalhadores, ajuda à construção de equipas e desenvolvimento de sinergias e também equipa executivos para que estes possam assumir maiores responsabilidades e desenvolver a empresa.

Associar o coaching à neurociência é potenciador de resultados de excelência.

As mais recentes pesquisas da neurociência ajudam-nos a compreender como o cérebro funciona em relação a alguns estímulos. Com essa informação é possível melhorar o autoconhecimento, controlar e modificar o comportamento quando surge algum problema ou situação extrema. A neurociência trouxe um novo entendimento sobre o desenvolvimento das células nervosas e a criação de caminhos neuronais. Hoje já se sabe que algumas áreas especificas do cérebro possuem a capacidade de produzir novos neurónios. A plasticidade cerebral é uma incrível propriedade de modificar a organização estrutural e funcional do cérebro. Plasticidade cerebral ou neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de se reorganizar, de modificar internamente as suas estruturas, (funcional, física e quimicamente), para possibilitar adaptação à novas situações, que podem ser tanto a partir de lesões cerebrais (de origem interna como um AVC – acidente vascular cerebral ou de origem externa como uma pancada, afetando determinada região neural), como a partir de situações quotidianas onde se requer novas aprendizagens, novas formas de ação, novas habilidades.

Aliar esta informação à metodologia de coaching resulta numa ferramenta altamente poderosa.

O objetivo do coaching é identificar e libertar o potencial dos indivíduos tendo em vista aumentar ao máximo a sua performance, ajudando-os a aprender a aprender, a conhecer uma resposta à altura para executivos e todos os que queiram desenvolver competências que permitam atingir níveis excecionais de performance cognitiva.

Neste período de mudança, a neurociência ao serviço do coaching pode ajudá-lo a encontrar o seu propósito, construir a sua marca ou valorizá-la.

É preciso não esquecer que há mais vida depois da pandemia e que, nessa altura, vamos colher o que estamos hoje a plantar.

*Paula Rocha é membro do GPC.

  • Paula Rocha

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