Pandemia aumentou a desigualdade digital, diz Guterres

O secretário-geral da ONU alerta para os perigos da maior utilização da internet e da tecnologia, nomeadamente a vulnerabilidade a danos e abusos e a desinformação.

Numa mensagem para o Web Summit, o secretário-geral da ONU destaca que a pandemia mostrou as vantagens da tecnologia, mas também acabou por aumentar a divisão e desigualdade digital que existe no mundo. Isto já que aqueles sem acesso à tecnologia se veem agora excluídos de oportunidades nomeadamente de educação e trabalho.

A pandemia está a “destacar e exacerbar as desigualdades de todos os tipos, incluindo a exclusão digital”, alerta António Guterres. “Aqueles sem acesso à tecnologia digital – quase metade do mundo – têm negadas oportunidades de estudar, se comunicar, trocar, trabalhar e participar de grande parte do que agora é a vida normal para a metade mais rica do mundo”, expõe o secretário-geral da ONU.

Para além disso, a conectividade fez também “aumentar a vulnerabilidade a danos e abusos”, salienta, referindo-se ao “assédio online de mulheres e meninas”, que “cresceu desproporcionalmente sob os confinamentos”, bem como “grandes surtos de exploração sexual infantil online”.

Noutro aspeto, Guterres reitera ainda que “a sombra da pandemia de desinformação sobre a Covid-19 coloca a saúde e vidas em risco e ameaça reduzir a absorção e eficácia das vacinas que se tornam disponíveis”.

Esses abusos online “podem ser um sério obstáculo à estabilidade política, ao progresso social e de desenvolvimento e à nossa capacidade coletiva de resolver grandes desafios”, defende Guterres. “A desinformação, a proliferação do discurso de ódio online e a retirada para as câmaras de eco social continuarão a minar a coesão social e reduzir a confiança na ciência, nas instituições e entre si”, continua.

Tendo em conta este panorama, alerta que “devemos aprender a reduzir melhor o uso prejudicial da tecnologia digital e a disponibilizar melhor o seu poder como força democratizadora e facilitadora”. Defende assim a aplicação do plano que desenhou, que define uma “forma de trabalhar com governos, o setor privado, a sociedade civil e a comunidade académica para conectar, respeitar e proteger todas as pessoas na era digital”.

Na aplicação do plano, já estão a ser acelerados os “esforços para alcançar a conectividade universal, inclusive por meio de projetos transformadores da ONU”, nota.

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