Liderança de confiança

  • Anabela Chastre
  • 6 Maio 2020

Com novas atitudes a serem requeridas e novas competências a entrarem no léxico organizacional, a posição dos líderes será de todas a que mais irá requerer desenvolvimento e acompanhamento.

Como é que se lidera os colaboradores e os inspira numa pandemia global que cria receios, incertezas e medos? Esta é a pergunta que mais ouço nos dias de hoje.

O momento é, sem dúvida, o mais estranho que já alguma vez experienciámos nas nossas vidas. E isso, claramente, deixa o mundo corporativo perplexo por ser apanhado de surpresa.

Quem diria que os cumprimentos, as reuniões em sala com imensa gente, as viagens em trabalho para locais distantes iriam passar a ser vistos de forma completamente diferente? Que trabalhar remotamente ia ser uma realidade para todas as empresas? Que a liderança teria desafios tão grandes no horizonte?

Muita coisa mudou e continuará a mudar no ambiente organizacional a partir de agora. Vamos ter de ser mais ágeis, mais rápidos, mais flexíveis e claro, vamos ter de estar bem preparados para saber lidar com todos os desafios que se avistam no horizonte.

Contudo, convém não fazer um reset total a tudo o que aprendemos até aqui, sobre liderança.

Mas que aprendizagens foram essas?

Liderança não é controlo, é autonomia e acompanhamento

No passado, a liderança estava ligada a conceitos de poder e controlo, com a evolução dos tempos, de novas gerações a entrarem no ambiente corporativo, de novas formas de viver a vida e o trabalho, o conceito foi-se alterando e foi dando lugar a uma liderança participativa, partilhada, com maior autonomia por parte dos colaboradores e um acompanhamento maior parte dos líderes, tendo em conta o desenvolvimento dos colaboradores e das suas equipas. Com a rápida implementação do teletrabalho devido à pandemia, o controlo de horários e a presença dos colaboradores passaram para um plano completamente diferente. Muitas empresas que, até aqui, tinham lideranças opressivas, constataram que o caminho não podia ser mais esse. Há uma nova visão de liderança, que algumas empresas já perseguiam e que outras foram obrigadas por força das circunstâncias, a seguir.

O objetivo da Liderança é desenvolver mais líderes

Liderança foi durante muito tempo vista como um cargo de poder, destinado apenas a alguns, hoje caminha-se para um novo sentido de liderança, o de cada um. A auto-liderança é cada vez mais uma competência que se procura desenvolver em todas as pessoas dentro da organização. Responsabilidade, autonomia, capacidade de visão, de pensamento estratégico são apenas algumas das competências que se querem ver cada vez mais difundidas na empresa e que não estejam apenas ligadas aos cargos de gestão.

Liderança não é uma função, é um propósito

Qual o propósito da organização? Como podemos servir melhor os nossos clientes e os nossos colaboradores? Esta deve ser a direção que as organizações devem tomar e com a informação que daqui advém, redesenhar se necessário, os processos atuais. Com essa atitude de servir os outros, de maior proximidade e humanismo nas organizações, nasce uma nova era de liderança. A liderança de confiança.

Com estes valores a tomarem posições de destaque, novas atitudes a serem requeridas e novas competências a entrarem no léxico organizacional, a posição dos líderes será de todas a que mais irá requerer desenvolvimento e acompanhamento.

O coaching de líderes deixa de ser visto como um processo apenas para alguns líderes dentro da empresa, para passar a ser uma necessidade absoluta.

*Anabela Chastre é coach de líderes.

  • Anabela Chastre

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Liderança de confiança

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião