Pedir permissão? Pedir perdão? Ou um novo normal?

  • Magdalena Nowicka Mook
  • 29 Outubro 2020

Os millennials – o novo “grupo de poder” têm boa formação, são qualificados em tecnologia, são autoconfiantes e têm muita energia.

Nada é “habitual” em 2020 e, como tal não surpreende que muitos líderes também começaram a examinar as suas próprias abordagens de gestão de pessoas, de liderança, e como medem o sucesso – o seu próprio e o das suas equipas e empresas.

O que também está a mudar é a composição da força de trabalho. Os millennials – o novo “grupo de poder” têm boa formação, são qualificados em tecnologia, são autoconfiantes e têm muita energia. Eles têm grandes expectativas para si próprios e muitos preferem trabalhar em equipa, em vez de individualmente. Os millennials procuram desafios, todavia é de grande importância para eles o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Os millennials estão a criar uma mudança na forma como o trabalho é executado, pois trabalham mais em equipas e usam mais tecnologia. A sua mentalidade social, no entanto, também é um fator significativo. Uma das características da geração do milénio é que eles estão preparados e dispostos a fazer o bem fazendo-o bem. Quase 70 por cento dizem que retribuir e ser comprometidos civicamente estão entre as suas prioridades.

A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) não é um tema novo. Definido como um tipo de autorregulamentação internacional de negócios privados que visa contribuir para os objetivos sociais de natureza filantrópica, ativista ou de caridade, participando ou apoiando práticas de voluntariado ou orientadas para a ética, a RSC é uma fixação para muitas organizações. Em alguns países, o relatório sobre RSC é uma das comunicações corporativas mais esperadas. Nas empresas de capital aberto, os stakeholders começaram a fazer mais perguntas sobre o impacto ou possível impacto de tais iniciativas e a tomar as suas
decisões de compra tendo por base essas informações.

De facto, a Organização das Nações Unidas adotou o Global Compact (UNGC), uma iniciativa internacional proposta em 2000 pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, para exigir maior responsabilidade social corporativa em quatro áreas: direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção; e dez princípios nas respetivas áreas.

Isto traz um desafio, mas também uma grande oportunidade para os líderes – garantir que o negócio/empresa que eles lideram seja atraente para a força de trabalho e para os stakeholders do futuro.

Os benefícios dos programas de RSC são múltiplos, todavia quatro deles são citados frequentemente:

  1. Maior satisfação dos funcionários
  2. Melhor Imagem pública
  3. Melhor fidelidade do cliente/stakeholders
  4. Aumento da criatividade

Naturalmente, nem todas as organizações têm recursos para construir programas complexos e sofisticados de RSC, mas todos, seja um indivíduo ou toda a empresa, podem participar de alguma forma. Mesmo assim, muitos líderes ainda estão à espera de permissão para trazer a responsabilidade social à discussão nas reuniões de direção. Poucos líderes e conselhos de administração estão familiarizados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030 e, menos ainda, como as ações da sua própria organização ou corporação podem apoiá-los.

Trabalhar com um coach profissional pode trazer clareza ao espaço que temos nesta área e clareza de objetivos que promovem a organização, sua missão e visão, que atendem às expectativas dos stakeholders e que satisfazem a visão ampliada dos colaboradores sobre o valor que oferecem.

Em 2020, a International Coaching Federation (ICF) comemora 25 anos como a organização global de coaches e de coaching. A ICF dedica-se ao progresso da profissão de coaching ao estabelecer altos padrões éticos, fornecer certificação independente e à construção de uma rede mundial de coaches credenciados numa grande variedade de disciplinas de coaching. Os seus mais de 41.000 membros espalhados por 147 países e territórios trabalham com o objetivo comum de aumentar a consciencialização sobre o coaching, defendendo a integridade da profissão e educando-se continuamente com as mais novas pesquisas e práticas.

*Magdalena Nowicka Mook, CEO da International Coaching Federation.

 

  • Magdalena Nowicka Mook

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