Programas de well being promovem competitividade das empresas

  • Pedro Henriques
  • 15 Setembro 2021

Em 2020, mais de 60% das empresas demonstraram uma crescente preocupação na área de wellbeing, uma tendência que se irá manter nos próximos anos.

A pandemia trouxe desafios inesperados provocando mudanças estruturais nas estratégias de suporte e bem-estar aos colaboradores. Mas será que esta preocupação crescente do bem-estar dos colaboradores só se iniciou agora?

O bem-estar já era um tema em discussão na sociedade e nas empresas que têm o colaborador como foco da sua atividade, que ganhou uma nova vida e dinâmica a partir de meados de 2020. Como o capital humano é escasso, é necessário criar condições para que esteja comprometido e, assim, garantir a sua retenção. O bem-estar passou a ser um dos temas centrais, levando as empresas a procurar soluções que permitam medir o custo-benefício do investimento numa base de utilização e aumentar o portefólio de benefícios do empregador aumentando a sua competitividade no mercado laboral.

Estudos de mercado referem que, em 2020, mais de 60% das empresas demonstraram uma crescente preocupação na área de well being, uma tendência que se irá manter nos próximos anos, impulsionada por novas necessidades e realidades que vieram para ficar.

A pandemia acelerou efetivamente muitos dos planos traçados pelas empresas, nomeadamente a digitalização, o home office, novas formas de trabalhar e de comunicar. Mas com os avanços, crescem também os desafios. A preocupação pelo bem-estar ganhou nova preponderância e levou a uma maior procura de Programas de Assistência aos Colaboradores (EAP – Employee Assistance Programs) por parte das empresas. O foco no colaborador aumentou, é importante garantir uma boa saúde mental e que a ajuda necessária esteja ao alcance a qualquer momento.

Os programas EAP dão suporte a lidar com as dificuldades profissionais e pessoais que podem afetar negativamente a saúde e bem-estar, mas também o desempenho laboral. São, na sua maioria, serviços de aconselhamento de curta duração que possibilitam ao colaborador e ao seu agregado familiar acesso a um conjunto de apoios, como o apoio emocional, apoio físico ou outras questões da vida quotidiana.

No entanto, as empresas ainda enfrentam alguns desafios à implementação destes programas. O desinteresse dos colaboradores por estas iniciativas, a dificuldade das empresas na promoção do engagement e o investimento na área de bem-estar, são algumas das principais barreiras.

Mas são estas barreiras verdadeiros inibidores?

Da minha experiência, sobretudo nos últimos anos, entendo que não. Efetivamente as vantagens destes programas ultrapassam as objeções manifestadas e as empresas que optaram por esta solução verificam: redução do absentismo; aumento da produtividade; melhoria do ambiente de trabalho e satisfação com o empregador; redução dos riscos psicossociais do stress e de burnout.

Inseridos numa estratégia de well being de médio-longo prazo, os Programas de Assistência aos Colaboradores são uma ferramenta que permite às empresas manterem-se competitivas no mercado, promoverem uma cultura de Bem-Estar e, por outro lado, cultivar um melhor conhecimento da saúde e ajudarem os colaboradores a identificarem sinais de risco, reduzindo o estigma sobre a saúde mental.

  • Pedro Henriques
  • Associate Health & Benefits da Willis Towers Watson

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