Saber comunicar: o diferencial no recrutamento em IT

  • Sofia Bernardino
  • 15 Dezembro 2025

No recrutamento em IT, o sucesso nasce do equilíbrio entre a competência e a atitude.

Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, e sobretudo no setor tecnológico, a competição é elevada e os processos de recrutamento tornaram-se cada vez mais exigentes. Já não basta dominar as ferramentas certas ou acumular certificações — é preciso saber comunicar, adaptar-se e demonstrar o verdadeiro valor que se pode trazer a uma equipa, porque a diferença entre um bom candidato e um candidato memorável está na forma como comunica, se apresenta e demonstra o seu valor.

A principal preocupação de qualquer candidato deve ser o discurso: comunicar de forma coesa, clara e objetiva é meio caminho andado para o sucesso. Uma apresentação bem estruturada, que explique o percurso profissional, destaque os projetos mais relevantes e detalhe as tecnologias utilizadas e os resultados alcançados, torna a entrevista mais assertiva e enriquecedora para ambas as partes.

Mas um bom discurso não vive só do currículo técnico.

Falar sobre as próprias motivações — o que move o candidato, que desafios procura e o que o entusiasma na área de IT — é igualmente essencial. Mostra autenticidade e ajuda o recrutador a perceber o tipo de contexto onde o profissional mais poderá crescer.

A imagem e a postura também contam. Não se trata de formalismo excessivo, mas de transmitir uma boa impressão, equilibrando profissionalismo, confiança e empatia. Pequenos gestos de cuidado e atenção podem fazer toda a diferença no impacto inicial.

Quando olhamos para o que procuram os recrutadores nacionais e internacionais, o objetivo é o mesmo: encontrar a combinação perfeita entre hard skills e soft skills — o “Cristiano Ronaldo do IT”, por assim dizer. Alguém tecnicamente sólido, mas também com atitude, espírito de equipa e vontade de fazer a diferença.

Nos processos internacionais, há dois fatores que se destacam. O primeiro é a fluência em inglês, que é absolutamente obrigatória para quem quer integrar equipas globais. O segundo é a capacidade de adaptação a diferentes culturas, metodologias e formas de trabalho. Ter abertura à mudança e experiência em contextos multiculturais é hoje um grande diferencial.

Finalmente, a validação de um perfil de IT vai muito além das competências técnicas. Para um recrutador, o candidato ideal é o que equilibra o domínio técnico com as qualidades interpessoais. As soft skills — como a comunicação, o compromisso, a colaboração e a motivação genuína — são, muitas vezes, o que distingue os profissionais que deixam marca.

Mesmo que a avaliação técnica nem sempre faça parte da formação base de quem recruta, há um esforço crescente em aprofundar esse conhecimento e em trabalhar lado a lado com as equipas técnicas, de modo a compreender melhor cada perfil.

Em suma, no recrutamento em IT, o sucesso nasce do equilíbrio entre a competência e a atitude. É este binómio que transforma um bom profissional num talento verdadeiramente procurado no mercado.

  • Sofia Bernardino
  • Talent acquisition & delivery manager na HCCM Consulting

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