Com a Força G da Mercedes atrás do Canhão da Nazaré

Meia centena, com muitos G, desde o GLA, passando pelos GLC, GLC Coupé, GLE e GLE Coupé e uns exemplares do mítico G, atacaram as pistas de areia da Nazaré rumo ao Canhão de McNamara.

Não sou fã de sujar o carro. Ou melhor, não sou fã de ter de o lavar. Como eu, há muitos. Quando cai aquela chuvinha depois do verão então… é impossível escapar à viagem até à lavagem automática mais próxima. E, pior, ter de ficar à espera até poder voltar à estrada, procurando fugir de toda e qualquer poça que obrigue a repetir tudo novamente.

De vez em quando, contudo, é bom sujar a pintura. Quando em vez de estar ao volante de um citadino, ou mesmo de um familiar, as mãos estão a agarrar o volante de um SUV, a perspetiva muda. O que mais vezes me passa pela cabeça é: “porque haveria de ter um carro destes nas mãos e não ver o que é capaz de fazer fora de estrada?”. Nem sempre é possível fugir do alcatrão, mas desta vez, deu.

É verdade que não basta ser um SUV, convém ser um 4×4 para pisar terra sem pensar se se consegue voltar a casa. Um GLC, por exemplo, é mais do que suficiente para um fim de semana de aventura. E tudo fica ainda mais divertido quando não somos os únicos a querer fazê-lo. Quando além de nós há mais meia centena de donos de Mercedes que se juntam para enfrentar outros obstáculos que não os buracos do alcatrão.

Meia centena, com muitos G, desde o mais pequeno dos SUV da Mercedes, o GLA, passando pelos GLC, GLC Coupé, GLE e GLE Coupé e uns exemplares do mítico G (com alguns ML à mistura), todos prontinhos para mais uma edição, a 8.ª, do Mercedes-Benz 4MATIC Experience, organizado pelo Escape Livre. Muita força G por terras de Garrett McNamara. Todos cheios de vontade de cruzar estradões de terra batida, caminhos de cascalho e até cheios de pedras. Até à areia, rumo ao Canhão da Nazaré.

Onde é que está a poça? Splash

Depósitos atestados, pneus menos insuflados, e carros todos mascarados… a fazer lembrar um rally. Não é uma corrida. É um passeio, até mais um convívio entre donos de SUV da marca alemã, mas não deixa de ter a sua piada ver tantos Mercedes aperaltados para enfrentar percurso atrás de percurso. Há estrada no caminho, mas é fora dela que todos se divertem.

Uma estrada de terra batida é irresistível para quem gosta de sentir as rodas perderem aderência — o ESP vai sempre desligado. Mesmo não se andando a velocidades elevadas, fora do asfalto a sensação acaba sempre por ser mais vertiginosa. Então quando se passa para caminhos mais apertados, por entre eucaliptos, pinheiros e outras árvores, é ainda mais excitante. Só é preciso cuidado para não riscar. Sujar? Vamos! As poças não se evitam, “mergulha-se” nelas. De repente, parecemos os miúdos que não resistem a um bom splash.

Sujar um SUV é divertido. Riscar, não. E furar, muito menos. Mas pior mesmo é ficar parado. Ou melhor, atascado nas pistas de areia. Quem nunca andou por elas, não sabe o que perde. “Perdidos” no meio de um qualquer vale por terras da Nazaré, lá está a “estrada” cheia daquela areia fina da praia. “Não parem. Não parem”, é o que nos diz Luís Celínio, presidente do Clube Escape Livre.

Pé no acelerador, nem muito a fundo, nem muito ao de leve. É a receita perfeita para passar pelo mar de areia. Por muito funda que por vezes pareça, o GLC 300d lá foi mostrando os seus dotes, ganhando ritmo a cada curva sob a areia. Um pouco de rotação a mais na roda e, de repente, temos uma tempestade ao estilo dos Emirados Árabes Unidos… mas na Nazaré. E, logo de seguida, voltamos a ganhar tração, saindo do caminho da comitiva que lá vem.

Não há Canhão. Onde é que é o Canhão?

Superado desafio das areias movediças — nada eram, claro, mas é a sensação que se tem –, a caravana de Mercedes chega ao mar. E que mar. Portugal tem uma costa gigante. E em muitos sítios a ondulação é forte. Mas na Nazaré parece que tudo é maior. Mesmo num dia calmo, as ondas fazem aquele tubo perfeito. E quando rebentam, ouvem-se muito bem. Imagine-se num dia de tempestade… Ou, melhor, veja-se as imagens da maior onda surfada em todo o mundo.

Do farol que correu o mundo com a onda de 23,77 metros de McNamara, olhamos para baixo e mesmo quando nos dizem que a espuma do Canhão chega até lá acima, parece difícil de acreditar. Mas é mesmo verdade. É um fenómeno que só acontece de vez em quando. Não apareceu neste passeio, mas não foi por isso que não houve emoções fortes.

Enquanto alguns não resistiram ir ver dentro de água, em lanchas rápidas ou super rápidas (com direito a piões e um pouco da sensação de submarino), o sítio onde se forma a onda gigante, outros preferiram terra firme. Em vez do GLC, vê-se o mar em cima das rodas cardadas de buggy, ao mesmo tempo que se faz o gosto ao pé direito, ganhando velocidade em trilhos de terra batida junto à praia.

Fica o “bichinho”. E o SUV “sujinho”

Depois dos desportos náuticos, ou do off-road de buggy, é hora de voltar às quatro rodas da marca da estrela. Todos de sorriso nos lábios, mais de uma centena de participantes do Mercedes-Benz 4MATIC Experience entraram na quase meia centena de G’s para rumar ao merecido descanso. Andar fora de estrada cansa. É como fazer desporto, mas sentado ao volante de um SUV. É uma experiência, no mínimo, viciante. Fica aquele “bichinho”, mesmo estando o SUV todo “sujinho”.

Ninguém escapou às “pinturas tribais” provocadas pelo pó e a lama. Mas, também, ninguém se importa. Vendo bem, até acabam por assentar bem na carroçaria dos vários modelos da Mercedes que enfrentarem o desafio. Os donos, muitos deles repetentes da prova, aprovam. De tal forma que querem voltar no ano seguinte. Por isso, não é de estranhar que na despedida estejam todos de ouvidos bem atentos para perceber qual será o próximo destino dos 4MATIC.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Com a Força G da Mercedes atrás do Canhão da Nazaré

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião