BPI: Acionistas aprovam desblindagem de estatutos

Os acionistas do banco aprovaram a desblindagem dos estatutos, apurou o ECO. Isabel dos Santos absteve-se.

Tal como o ECO apurou, os acionistas do BPI aprovaram esta quarta-feira em assembleia geral a desblindagem dos estatutos do banco, abrindo assim o caminho para a Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Caixabank.

Esta informação foi já comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), confirmando que os 502 acionistas representados, detentores de 88,27% do capital do BPI, votaram favoravelmente as duas propostas apresentadas à mesa.

Passou com o aval de 88,22% a proposta do grupo Violas e de 94,04% a do conselho de administração, apesar de haver uma providência cautelar sobre esta última. Segundo apurou o ECO, a Santoro, liderada por Isabel dos Santos, absteve-se na votação de ambas as propostas.

Mário Leite Silva, o representante dos interesses de Isabel dos Santos em Portugal, não esteve presente nesta assembleia, apesar de ter estado presente em todas as outras. A ausência justificou-se por “razões profissionais”, soube o ECO.

Caminho livre para o CaixaBank

Com a desblindagem dos estatutos do BPI agora aprovada, os espanhóis do CaixaBank ficam finalmente com o caminho livre para avançar com a compra do banco liderado por Fernando Ulrich.

O grupo espanhol já detém uma participação de 45% do BPI e pretende adquirir o restante capital do banco oferecendo uma contrapartida de 1,113 euros por ação, acima dos 1,091 euros com que o título fechou na sessão desta terça-feira.

Este desfecho favorável aos interesses do CaixaBank já havia sido sinalizado na noite desta terça-feira pelo BPI, depois de ter disponibilizado junto do regulador do mercado uma informação relativa ao envio de uma carta à Unitel com uma proposta de venda de 2% do capital do Banco de Fomento de Angola (BFA) por 28 milhões de euros.

Atualmente, o BPI detém 50,1% do BFA, enquanto a Unitel, de Isabel dos Santos, é dona do resto do capital.

Agora, com a nova proposta, o banco português deixa de ser acionista maioritário no BFA e reduz a sua exposição a Angola, cumprindo assim as exigências do Banco Central Europeu (BCE). Já Isabel dos Santos passa a controlar a maioria do capital do banco angolano.

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