União Europeia identifica mais 5 milhões de bens contrafeitos em 2015

A União Europeia está a falhar na luta contra a contrafação de bens. Em vez de diminuir, o número estimado de bens contrafeitos aumentou 15% em 2015.

As autoridades aduaneiras (Autoridade Tributária e Aduaneira, em Portugal) não foram capazes de travar a contrafação na União Europeia. Pelo contrário: os bens contrafeitos aumentaram cinco milhões em comparação com 2014. Estima-se que todos esses bens somam um valor de 650 milhões de euros, divulgou esta sexta-feira a Comissão Europeia (CE).

São mais de 40 milhões de produtos que estão “suspeitos de violarem o direito à propriedade intelectual”, escreve a CE no comunicado enviado às redações. Este foi o número de bens falsificados que foram confiscados nas fronteiras periféricas da União Europeia.

Isto, pelo menos, dos bens que foram intercetados, uma vez que o bolo total pode ser superior. O comissário dos Assuntos Económicos e Monetários realçou o trabalho “excelente” das autoridades. No entanto, Pierre Moscovici reconhece que “não existem sinais de abatimento” do crime de falsificação de bens.

Os bens mais falsificados

  1. Cigarros (27%)
  2. Outros bens como baterias, móveis, manuais, pesticidas, cola (+ de 10%)
  3. Brinquedos (cerca de 9%)

Os bens por maior valor de mercado

  1. Relógios (cerca de 24%)
  2. Carteiras e malas (cerca de 9%)
  3. Roupa (cerca de 7,5%)

Países de origem dos bens falsificados

  1. China + Hong Kong (50%) em telemóveis, acessórios, isqueiros, cartões de memória, computadores, CDs e DVDs
  2. Montenegro (17,65%) em cigarros
  3. Malásia (8,66%) em artigos de higiene pessoal

O comércio total dentro da União Europeia, em 2015, representou 15% do comércio global. No total o comércio da UE valeu 3,5 triliões de euros.

Editado por Paulo Moutinho

Contribua. A sua contribuição faz a diferença

Precisamos de si, caro leitor, e nunca precisamos tanto como hoje para cumprir a nossa missão. Que nos visite. Que leia as nossas notícias, que partilhe e comente, que sugira, que critique quando for caso disso. A contribuição dos leitores é essencial para preservar o maior dos valores, a independência, sem a qual não existe jornalismo livre, que escrutine, que informe, que seja útil.

A queda abrupta das receitas de publicidade por causa da pandemia do novo coronavírus e das suas consequências económicas torna a nossa capacidade de investimento em jornalismo de qualidade ainda mais exigente.

É por isso que vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo rigoroso, credível, útil à sua decisão.

De que forma? Contribua, e integre a Comunidade ECO. A sua contribuição faz a diferença,

Ao contribuir, está a apoiar o ECO e o jornalismo económico.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

União Europeia identifica mais 5 milhões de bens contrafeitos em 2015

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião