Pfizer afinal não vai dividir-se em duas empresas

  • Rita Atalaia
  • 26 Setembro 2016

Após anos de especulação sobre uma possível divisão da Pfizer em duas empresas, a farmacêutica decidiu manter-se como uma firma por acreditar que é o melhor para os acionistas.

A Pfizer decidiu não se dividir em duas empresas, após anos de especulação sobre a possível separação das unidades Pfizer Innovative Health e Pfizer Essential Health. A decisão prende-se no facto de a empresa acreditar que este é o melhor caminho para os acionistas.

“Com esta decisão, as nossas duas unidades distintas vão continuar a ser duas divisões geridas separadamente dentro da Pfizer, que acreditamos ser atualmente a melhor estrutura para continuar a cumprir os nossos compromissos com os pacientes, médicos, contribuintes e governos e para gerar valor para os nossos acionistas“, diz o presidente e CEO, Ian Read, num comunicado divulgado esta segunda-feira pela farmacêutica.

"As nossas duas unidades distintas vão continuar a ser duas divisões geridas separadamente dentro da Pfizer, que acreditamos ser atualmente a melhor estrutura para continuar a cumprir os nossos compromissos com os pacientes, médicos, contribuintes e governos e para gerar valor para os nossos acionistas”

Ian Read, presidente da Pfizer

Em abril, a Pfizer disse que decidiria sobre uma possível separação até final do ano, depois de ter fracassado a fusão com a Allergan no valor de 150 mil milhões de dólares. Segundo a Bloomberg, os investidores aguardavam por esta decisão desde 2012.

“Ao operarmos duas unidades autónomas e separadas dentro da Pfizer, já estamos a ter acesso a muitos dos potenciais benefícios de uma divisão – foco mais preciso, maior responsabilização e um maior sentido de urgência”, acrescenta Read.

As unidades Pfizer Innovative Health e Pfizer Essential Health registaram um bom desempenho em termos homólogos ao longo dos últimos três anos, assim como resultados fortes até ao final da primeira metade de 2016, lê-se no comunicado.

A gigante farmacêutica diz ainda que a decisão não tem impacto nas previsões para os resultados em 2016 e reafirmou os alvos para este ano, divulgados em agosto.

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