PCP quer suspensão de concursos de concessão de imóveis históricos a privados

  • Lusa
  • 29 Setembro 2016

O PCP manifestou-se contra a intenção do Governo socialista de concessionar cerca de 30 edifícios históricos ao setor privado, incluindo a Fortaleza de Peniche.

O PCP defendeu ainda um “Programa Nacional de Emergência para o Património Cultural” para recuperação e utilização do mesmo. Esta é a resposta dos comunistas ao programa Revive lançado pelo governo que prevê arrecadar 150 milhões de euros.

Está prevista a concessão de 30 edifícios históricos, 12 dos quais já estão escolhidos: entre eles está o Convento de São Paulo, em Elvas, os castelos de Vila Nova de Cerveira, a Fortaleza de Peniche, o Mosteiro de S. Salvador de Travanca, o Forte do Guincho ou o Paço Real de Caxias.

“O PCP rejeita o programa ontem [quarta-feira] anunciado. Exigimos a suspensão dos concursos já lançados ou a lançar, a paragem da alienação de bens patrimoniais do Estado, nomeadamente o património classificado e a sua entrega a gestões privadas, e o início de um debate alargado sobre o património cultural, a sua recuperação e utilização, que culmine com a aprovação e implementação de um Programa Nacional de Emergência para o Património Cultural”, lê-se.

No texto dos comunistas argumenta-se que “a política do património não pode estar sujeita ou subordinada ao ‘mercado’ e à política de turismo. Antes, a política para o património deve intensificar a ligação cultural entre as populações e o património, integrar o património edificado na vida e quotidiano do país, resultando num valorização e preservação vivida e fruída coletivamente”.

Pelo simbolismo que encerra, não podemos deixar de criticar de forma veemente o facto de o Governo ter colocado nesta lista a Fortaleza de Peniche, ignorando a importância histórica e cultural de um espaço onde não é possível conciliar a atividade hoteleira e turística com a necessidade de preservar integralmente as suas características prisionais históricas

PCP

Sobre a iniciativa do Executivo de António Costa de alienar, “por um período que pode ir até 50 anos, um conjunto de monumentos, património cultural” (…) “a grupos privados para montarem o seu negócio, em detrimento da plena fruição pública”, o PCP afirma que a medida é “inaceitável”.

Os responsáveis do PCP referem-se a uma das prisões do Estado Novo de onde se conseguiram evadir diversos militantes, entre eles o histórico secretário-geral Álvaro Cunhal, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate àquele regime ditatorial.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PCP quer suspensão de concursos de concessão de imóveis históricos a privados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião