EUA. Subida do PIB revista em alta no segundo trimestre

As perspetivas da economia norte-americana estão melhores. Os números divulgados esta quinta-feira mostram um crescimento maior.

A economia norte-americana cresceu mais do que o esperado. No segundo trimestre a subida do PIB foi de 1,4% em comparação com os 1,1% estimados em agosto. Os dados foram divulgados esta quinta-feira pelo Census Bureau, o gabinete de estatísticas dos Estados Unidos. No primeiro trimestre a economia cresceu 0,8% pelo que esta revisão duplica o crescimento.

O crescimento foi fraco na primeira metade do ano, mas temos evidência efetiva que nos mostra uma expansão mais forte da economia agora

Janet Yellen, presidente da Reserva Federal dos EUA

Declarações esta quarta-feira, dia 28 de setembro

A revisão em alta deveu-se ao crescimento das exportações – maior do que as importações – e do investimento. Estes números dão sinais de esperança a quem está a aguardar um aumento da taxa de juro pela Reserva Federal (Fed).

O desempenho de 1,4% superou as expectativas dos analistas norte-americanos que esperavam 1,3%, frisou Reuters.

A maior fatia do investimento foi para pesquisa e desenvolvimento. Em contrapartida houve um corte no investimento em edifícios e equipamento maior do que o previsto pelo Executivo de Barack Obama.

No total o investimento privado cresceu 1%, sugerindo que o investimento do setor de energia está a recuperar após a queda do preço dos combustíveis. Esse foi um dos argumentos – a queda do investimento – de Janet Yellen para não acreditar na recuperação tão vigorosa da economia norte-americana.

Além disso, o consumo interno aumentou 4,3% e este é um dado fulcral porque representa dois terços da atividade económica dos Estados Unidos. No entanto, as empresas estão a diminuir os seus inventários, contribuindo para a desconfiança na economia.

Contudo, a Fed – repetiu a presidente da instituição esta quarta-feira – deve aumentar a taxa de juro após as eleições norte-americanas (8 de novembro). Ou seja, em dezembro, para prevenir uma subida em flecha da inflação por causa dos números positivos do mercado de trabalho.

Editado por Mónica Silvares.

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