Portugal quer 4.750 milhões até ao fim do ano

O programa de financiamento para os últimos meses do ano prevê a emissão até 3.750 milhões de euros em leilões de bilhetes do Tesouro. E pretende mais mil milhões em dívida de longo prazo.

Portugal vai continuar bastante ativo no mercado de dívida até ao final deste ano. Pretende captar até 4.750 milhões de euros junto dos investidores. A maior parte deste valor será obtida com a emissão de bilhetes do Tesouro mas também haverá um novo leilão de obrigações até ao fim de 2016.

O IGCP revela a intenção de fazer três leilões de bilhetes do Tesouro até ao fim deste ano, com o primeiro a acontecer já a 19 de outubro. Vão ser feitos leilões de três, seis, 11 e 12 meses com os quais se pretende obter um mínimo de 3.000 e um máximo de 3.750 milhões de euros.

O IGCP acompanhará ativamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de atuação.

IGCP

Além deste valor, o IGCP prevê a realização de “um a dois leilões de obrigações do Tesouro, sendo esperadas colocações de 750 a mil milhões de euros por leilão“. Ou seja, assumindo o mínimo de um leilão de dívida de longo prazo, no total deverão ser obtidos entre 3.750 e 4.750 milhões de euros ainda este ano.

O instituto liderado por Cristina Casalinho “acompanhará ativamente a evolução das condições de mercado, podendo introduzir ajustamentos às presentes linhas de atuação”, refere o comunicado em que apresenta o programa de financiamento para o quarto trimestre.

Este programa foi revelado no mesmo dia em que a dívida pública voltou a subir em agosto, atingindo os 243,3 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal. Contudo, o valor dos depósitos do Tesouro também subiu, engordando assim a almofada de liquidez do país.

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